Ciro Gomes. Foto: José Cruz/Agência Brasil
O ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PSDB) disse na terça-feira, 28 de outubro, que gostaria de construir uma proposta de centro-esquerda que reúna "de sindicatos a empresários do agronegócio, ao contrário do sectarismo que está aí".
"O PDT tinha essa estrada, mas infelizmente sucumbiu aos 'encantos' do PT e virou puxadinho, o que não posso suportar", afirmou a jornalistas antes de palestrar em evento promovido pela Câmara dos Dirigentes Lojistas de Aracaju (SE).
Ciro retornou ao PSDB oficialmente no último dia 22 de outubro. Foi pela legenda que ele se elegeu governador do Ceará em 1990. Como mostrou o Estadão, sua volta é vista como uma estratégia do partido para reconquistar o comando do Estado, mas entre 70% e 80% do fundo eleitoral serão empregados para eleger deputados nas eleições de 2026.
O presidente do PSDB, Marconi Perillo, não descarta eventualmente lançar Ciro à Presidência, mas ressaltou que o assunto não foi abordado com o ex-governador.
"Seria desconhecer os fatos se não falássemos da importância que o Ciro tem nacionalmente", disse.
Em setembro, Ciro Gomes afirmou que após quatro derrotas nas urnas, não voltará a se candidatar à Presidência da República.
"Não quero mais ser candidato, não. Não quero mais importunar os eleitores."
Na terça-feira, ele disse que continua na política por ter "responsabilidade" com o Ceará e com o País.
"Tenho muita vontade de ajudar a construir o movimento baseado nos projetos. Seria o que chamamos de centro, centro-esquerda, que é a cara do Brasil."
Durante o evento de filiação ao PSDB, lideranças do partido abordaram a expectativa de que o nome de Ciro seja capaz de unificar a oposição contra o governador Elmano de Freitas (PT) em 2026.
Ele não confirmou que será candidato ao governo, mas declarou que "o tempo da libertação se aproxima" no Estado e que "morre pelo Brasil", mas "mata pelo Ceará".
Estadão Conteúdo
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