Ao discursar, o ex-governador agradeceu o convite de Jereissati para que ele "recomeçasse sua vida pública" no partido e se referiu ao ex-senador como, "o maior estadista cearense".
Ciro Gomes. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ex-governador do Ceará e ex-ministro Ciro Gomes assinou nesta quarta-feira, 22 de outubro, sua ficha de filiação ao PSDB (assista o vídeo abaixo).
A cerimônia ocorreu no hotel Mareiro em Fortaleza (CE) e contou com a presença do ex-senador Tasso Jereissati, ex-presidente nacional da sigla e apontado como decisivo para o retorno de Ciro ao partido.
Além de lideranças tucanas, o evento reuniu representantes de outras legendas da oposição cearense, como o deputado federal André Fernandes, presidente estadual do PL, e o ex-deputado Capitão Wagner (União), um ex-adversário político. O Estado é atualmente governado por Elmano de Freitas (PT).
Ao discursar, Ciro agradeceu o convite de Jereissati para que ele "recomeçasse sua vida pública" no PSDB e se referiu ao ex-senador como, "o maior estadista cearense". Também afirmou que a "traição e a ingratidão corroeram as possibilidades" de que ele continuasse no PDT.
Abordando críticas recebidas por sua aproximação com integrantes do PL, ele aproveitou para alfinetar o PT e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"Quando o Lula se elege, ele chama o José Alencar, do PL. Quando ele resolveu lançar a Dilma, ele chamou a polêmica figura do Michel Temer. Quando mais recentemente ele quis se eleger, quem ele chamou? Geraldo Alckmin, fundador do PSDB e agora socialista (filiado ao PSB), porque para eles pode tudo", ironizou.
Dirigindo-se diretamente a André Fernandes, ele afirmou que os dois têm "algumas desavenças que serão resolvidas fraternalmente" e exaltou diferenças entre aliados políticos.
"Podem trazer as diferenças. Aqui não tem ladrão, e lá?", disse, ainda em referência ao PT.
Durante o evento, lideranças do partido abordaram a expectativa de que o nome do novo filiado seja capaz de unificar a oposição contra Elmano de Freitas nas eleições de 2026.
Ciro não confirmou que será candidato ao governo, mas declarou que "o tempo da libertação se aproxima" no Estado e que "morre pelo Brasil", mas "mata pelo Ceará".
Ele destacou o avanço de facções criminosas no Estado e afirmou que é preciso construir "o que queremos para o futuro do Ceará".
A nível nacional, criticou a possibilidade de reeleição de Lula, falando em "lulismo eterno que quer se perpetuar no poder", e disse que o Brasil precisa encontrar "um grande caminho de reconciliação ao redor de um projeto de nação".
Já Tasso Jereissati falou sobre o papel que o ex-governador terá dentro do partido.
"O Ciro tem duas missões neste momento importantíssimas e históricas: vai ajudar a reconstruir um partido que mais do que nunca é necessário ao Brasil, um partido de centro", disse. A segunda tarefa, segundo o ex-senador, será "reconstruir o orgulho de ser cearense".
Jereissati também anunciou que Ciro assumirá a presidência estadual do PSDB, enquanto o ex-prefeito de Fortaleza, José Sarto, comandará o diretório municipal.
Estadão Conteúdo
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Recém-empossado presidente estadual do Solidariedade, Edinazio comparou as negociações com o futebol, como a busca por "bons jogadores" (candidatos).
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