Deputada Erika Hilton. Foto: Divulgação
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) deverá ser escolhida para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. A indicação foi construída a partir de um acordo com outros partidos e deverá ser submetida à votação na próxima semana.
Caso seja confirmada, Erika Hilton será a primeira mulher trans a ocupar a presidência da Comissão na história do Parlamento. A deputada pretende usar a posição para ampliar o debate sobre políticas de gênero e incluir na agenda da Comissão discussões sobre o transfeminicídio.
Na Câmara dos Deputados, além da pauta sobre gênero e do combate à violência contra pessoas trans, Erika Hilton é autora de uma das principais propostas da agenda do governo: a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1, tema que deve avançar nas discussões da Casa.
A deputada federal Erika Hilton foi escolhida pela revista Marie Clarie, como uma das mulheres do ano de 2025. Diversos comentários foram feitos na postagem do perfil oficial da revista ao noticiar a decisão.
“Que honra!”, escreveu a própria deputada que foi escolhida com a premiação e é publicamente assumida mulher trans.
A revista argumenta que em um ano decisivo, Erika Hilton consolidou sua atuação pública com iniciativas que ampliam direitos, repensam modelos de trabalho e colocam mulheres e pessoas trans no centro das discussões sobre bem-estar, cidadania, equidade e acesso.
Em um ano decisivo, Erika Hilton consolida sua atuação pública com iniciativas que ampliam direitos, repensam modelos de trabalho e colocam mulheres e pessoas trans no centro das discussões sobre bem-estar, cidadania, equidade e acesso.
Reconhecida como uma das vozes mais influentes de sua geração, a parlamentar ganhou ainda mais destaque em 2025 ao relatar a PEC 8/2025, que propõe o fim da escala 6x1 e abre caminho para uma semana de quatro dias, estabelecendo uma jornada máxima de 36 horas semanais. A medida estimulou um amplo debate nacional sobre saúde mental, qualidade de vida e futuro do trabalho, reforçando sua relevância no cenário institucional. Em 2025, esse protagonismo ficou ainda mais evidente e comentado.
No mesmo período, avançou em pautas essenciais para a vida das mulheres e para a garantia de direitos básicos. Propôs anistia para condenadas por aborto ilegal desde 1940, apresentou medidas que impedem agressores de solicitar pensão às vítimas e sugeriu a criação de um canal nacional de saúde sexual. Também defendeu duas datas de mobilização: uma pela justiça reprodutiva e outra voltada ao enfrentamento do transfeminicídio.
Em 2025, entrou em vigor seu projeto de lei que impede discriminação de gestantes na concessão de bolsas acadêmicas. Sua presença pública é sustentada por uma trajetória marcada por reivindicações. Em 2015, ganhou visibilidade ao lutar pelo direito ao uso do nome social. Em 2020, tornou-se a vereadora mais votada do país e, dois anos depois, entrou para a história como a primeira mulher negra e trans eleita deputada federal, com mais de 250 mil votos. Em 2025, reafirma esse percurso: o de uma representante que traduz demandas da sociedade em ações.
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Na Câmara, o relator foi o deputado Guilherme Derrite (PP-SP), que apresentou substitutivo ao Projeto de Lei 5582/25, de autoria do Governo Federal.
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