No argumento para a escolha a revista argumenta que a parlamentar do PSOL-SP consolidou sua atuação pública com iniciativas que ampliam direitos.
07 de dezembro de 2025 às 11:00 - Atualizado às 14:18
Deputada Érika Hilton recebe prêmio de Mulher do ano 2025 da revista Marie Clarie Foto: Divulgação/Arte Portal de Prefetura
A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) foi escolhida pela revista Marie Clarie, como uma das mulheres do ano de 2025. Diversos comentários foram feitos na postagem do perfil oficial da revista ao noticiar a decisão.
“Que honra!”, escreveu a própria deputada que foi escolhida com a premiação e é publicamente assumida mulher trans.
A revista argumenta que em um ano decisivo, Erika Hilton consolidou sua atuação pública com iniciativas que ampliam direitos, repensam modelos de trabalho e colocam mulheres e pessoas trans no centro das discussões sobre bem-estar, cidadania, equidade e acesso.
Confira abaixo o texto completo da matéria publicada no site da revista Marie Clarie sobre a premiação.
Em um ano decisivo, Erika Hilton consolida sua atuação pública com iniciativas que ampliam direitos, repensam modelos de trabalho e colocam mulheres e pessoas trans no centro das discussões sobre bem-estar, cidadania, equidade e acesso.
Reconhecida como uma das vozes mais influentes de sua geração, a parlamentar ganhou ainda mais destaque em 2025 ao relatar a PEC 8/2025, que propõe o fim da escala 6x1 e abre caminho para uma semana de quatro dias, estabelecendo uma jornada máxima de 36 horas semanais. A medida estimulou um amplo debate nacional sobre saúde mental, qualidade de vida e futuro do trabalho, reforçando sua relevância no cenário institucional. Em 2025, esse protagonismo ficou ainda mais evidente e comentado.
No mesmo período, avançou em pautas essenciais para a vida das mulheres e para a garantia de direitos básicos. Propôs anistia para condenadas por aborto ilegal desde 1940, apresentou medidas que impedem agressores de solicitar pensão às vítimas e sugeriu a criação de um canal nacional de saúde sexual. Também defendeu duas datas de mobilização: uma pela justiça reprodutiva e outra voltada ao enfrentamento do transfeminicídio.
Em 2025, entrou em vigor seu projeto de lei que impede discriminação de gestantes na concessão de bolsas acadêmicas. Sua presença pública é sustentada por uma trajetória marcada por reivindicações. Em 2015, ganhou visibilidade ao lutar pelo direito ao uso do nome social. Em 2020, tornou-se a vereadora mais votada do país e, dois anos depois, entrou para a história como a primeira mulher negra e trans eleita deputada federal, com mais de 250 mil votos. Em 2025, reafirma esse percurso: o de uma representante que traduz demandas da sociedade em ações.
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