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Deputado propõe realização de plebiscito para elaborar nova Constituição

Segundo o parlamentar, a intenção é ouvir diretamente os brasileiros sobre temas considerados tabu, mas que, segundo ele, afetam diretamente a segurança pública.

Ricardo Lélis

07 de abril de 2025 às 19:39   - Atualizado às 19:39

Constituição Federal.

Constituição Federal. Arte: Divulgação

O deputado federal Kim Kataguiri (União-SP) apresentou nesta segunda-feira, 7 de abril, um projeto de lei que propõe a realização de um plebiscito nacional durante o primeiro turno das eleições presidenciais de 2026.

O objetivo é consultar a população sobre a convocação de uma nova Assembleia Nacional Constituinte, que teria entre suas pautas centrais a implementação da pena de morte e da prisão perpétua no Brasil.

Segundo o parlamentar, a proposta busca viabilizar um debate que, atualmente, é inviável dentro do marco jurídico da Constituição de 1988, a qual considera “extensa, rígida e ineficiente” para os desafios contemporâneos do país.

“A atual Constituição nos impede de discutir soluções sérias como prisão perpétua e pena de morte, mesmo diante de um cenário de guerra civil que o país vive. São 40 mil homicídios por ano e uma impunidade absurda”, argumentou Kataguiri.

A proposta do plebiscito incluiria três perguntas à população e está em fase de coleta de assinaturas na Câmara dos Deputados para que possa tramitar oficialmente.

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De acordo com Kataguiri, a intenção é ouvir diretamente os brasileiros sobre temas considerados tabu, mas que, segundo ele, afetam diretamente a segurança pública.

“Mais de 80% dos criminosos dizem que não cometeriam crimes se essas penas existissem. Defendo que a população seja ouvida por meio de um plebiscito sobre a convocação de uma nova Constituinte que permita debater esse tema. O Brasil precisa de instituições que funcionem, e isso começa com coragem para enfrentar os tabus”, afirmou.

O deputado defende que o processo “não significaria o abandono dos avanços democráticos conquistados, mas sim uma evolução necessária para que o Estado brasileiro se torne mais funcional e alinhado às demandas do século 21, reafirmando, em cada um de seus dispositivos, o compromisso inegociável com o Estado Democrático de Direito e a plena liberdade de expressão”.

Caso a proposta seja aprovada pela população em 2026, o Congresso Nacional eleito naquele ano passaria a funcionar como uma Assembleia Nacional Constituinte unicameral, com início dos trabalhos em março de 2027 e prazo final até julho de 2030.

Promulgada em 5 de outubro de 1988, a atual Constituição Brasileira consolidou o regime democrático após 21 anos de ditadura militar e incorporou avanços significativos em direitos sociais.

Composta por 250 artigos, a Carta Magna já recebeu 134 emendas até outubro de 2024, sem contar emendas de revisão ou tratados internacionais.

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