Ao longo da carreira, o indicado participou de investigações relacionadas ao crime organizado e passou a viver sob escolta policial devido às ameaças sofridas em razão de sua atuação.
11 de agosto de 2026 às 12:06 - Atualizado às 12:11
candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado e o promotor de Justiça Lincoln Gakiya. Fotos: Edilson Rodrigues/ Agência Senado e Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
O candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou nesta segunda-feira, 10 de agosto, que pretende convidar o promotor de Justiça Lincoln Gakiya para comandar o Ministério da Segurança Pública em um eventual governo. A declaração foi feita em São Paulo durante a apresentação de seu plano para a área, que prevê a criação da pasta.
Gakiya é integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo e ganhou projeção nacional pela atuação em investigações contra organizações criminosas, especialmente o Primeiro Comando da Capital (PCC).
O promotor atua no Ministério Público desde a década de 1990 e é especializado em Direito Penal. Ao longo da carreira, participou de investigações relacionadas ao crime organizado e passou a viver sob escolta policial devido às ameaças sofridas em razão de sua atuação.
A indicação foi apresentada por Caiado como parte de seu projeto para a segurança pública. O candidato afirmou que pretende criar uma estrutura específica para a área e colocar Gakiya à frente da pasta.
Entre os episódios que marcaram a trajetória do promotor está a transferência, em 2019, de mais de 20 integrantes da cúpula do PCC para presídios federais de segurança máxima. Entre os detentos estava Marcola, apontado como uma das principais lideranças da organização criminosa.
Na época, Gakiya afirmou que a transferência dos integrantes da facção contribuiu para isolar os principais líderes e afetar a estrutura de comando do grupo dentro e fora do sistema prisional. Segundo o promotor, a medida também alcançou ramificações internacionais da organização.
A atuação de Gakiya também o colocou entre os alvos de um plano de ataques atribuído ao PCC. Em 2023, o promotor esteve entre as autoridades que seriam atacadas pela organização criminosa.
O plano foi descoberto e neutralizado por uma ação conjunta da Polícia Civil de São Paulo e do Ministério Público paulista. Desde então, Gakiya permanece sob escolta policial.
A escolha anunciada por Caiado coloca o promotor como um dos nomes centrais de sua proposta para a segurança pública caso seja eleito presidente. A eventual criação do Ministério da Segurança Pública e a indicação de Gakiya fazem parte do projeto apresentado pelo candidato nesta segunda-feira (10), em São Paulo.
Por enquanto, trata-se de uma indicação para um eventual governo. A definição sobre a estrutura do ministério e a composição de uma futura equipe dependeria do resultado da eleição e da implementação das propostas apresentadas durante a campanha.
*Nota da redação: Este texto foi elaborado com o auxílio de inteligência artificial a partir de informações apuradas e revisado pela equipe editorial.
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