A decisão reforça a aproximação entre os dois países, especialmente em áreas estratégicas como tecnologia militar, defesa cibernética e comércio internacional.
Brasil inclui Exército, Marinha e Receita em embaixada na China e adota modelo diplomático usado só com os EUA Foto Montagem/Sociedade Militar
O governo brasileiro oficializou a presença de um general do Exército em atuação permanente na embaixada do Brasil em Pequim, capital da China. A medida, que também inclui representantes da Marinha, Receita Federal e Polícia Federal, equipara a estrutura diplomática brasileira na China àquela mantida nos Estados Unidos — até então a única com esse nível de presença militar. O general escolhido para o posto é Rovian Alexandre Janjar, ex-comandante da 2ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, que assumirá como adido de Defesa em dezembro.
A decisão reforça a aproximação entre os dois países, especialmente em áreas estratégicas como tecnologia militar, defesa cibernética e comércio internacional. Especialistas apontam que essa presença fixa do Exército Brasileiro na China é um passo importante para acompanhar de perto os avanços chineses e fortalecer a cooperação bilateral em segurança e defesa. O gesto acontece no ano em que Brasil e China celebram 50 anos de relações diplomáticas, com foco no alinhamento político e tecnológico.
A nova configuração diplomática também é vista com atenção por aliados ocidentais, especialmente os Estados Unidos, devido ao momento geopolítico global. Apesar disso, analistas afirmam que a medida é estratégica para o Brasil e não representa alinhamento automático a qualquer bloco.
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