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Bolsonaro vai precisar do STF para recuperar passaporte e comparecer a posse de TRUMP, nos EUA

O documento do ex-presidente está apreendido por ordem do ministro Alexandre de Moraes, decisão que foi mantida pela Primeira Turma da Suprema Corte em outubro.

Gabriel Alves

06 de novembro de 2024 às 10:03   - Atualizado às 10:17

Bolsonaro e Trump juntos.

Bolsonaro e Trump juntos. Foto: Reprodução

O ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, precisará de autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para comparecer à posse de Donald Trump em janeiro. Seu passaporte está apreendido por ordem do ministro Alexandre de Moraes, decisão que foi mantida pela Primeira Turma do STF em outubro.

A retenção do passaporte e a proibição de contato com outros investigados foram medidas adotadas no contexto das investigações sobre uma possível tentativa de golpe de Estado e a venda irregular de joias recebidas por Bolsonaro em viagens internacionais. Moraes considerou que as investigações conduzidas pela Polícia Federal estão em andamento e que não há justificativas para alterar a restrição de saída do país imposta ao ex-presidente.

Caso Bolsonaro deseje participar da posse de Trump, a revogação dessa decisão será necessária.

Donald Trump é eleito oficialmente presidente dos EUA ao atingir 270 delegados

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump derrotou nas urnas a vice-presidente do país, Kamala Harris, e voltará à Casa Branca em 2025, projetou a Associated Press (AP) na manhã desta quarta-feira, 6 de novembro. A Fox News já havia projetado o triunfo do republicano mais cedo, mas a Associated Press optou por aguardar a contabilização de um novo lote de voto em Estados cruciais.

O resultado marca a primeira vez que um presidente americano obtém dois mandatos não consecutivos desde o final do século 19. Em 2020, Trump foi derrotado pelo atual presidente, Joe Biden, após uma gestão que terminou marcada pela pandemia de covid-19. O republicano ainda se tornou o primeiro mandatário norte-americano alvo de dois processos de impeachment - por abuso de poder e obstrução do Congresso em 2019 e pela tentativa de invasão do Capitólio em 2021.

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Longe de Washington D.C., Trump surfou na crescente impopularidade do sucessor para se cacifar como o favorito para voltar a representar o Partido Republicano nas eleições presidenciais. A economia dos Estados Unidos registrou forte crescimento econômico durante a gestão de Biden, mas a escalada da inflação pesou no bolso do eleitor e degradou a imagem pública do democrata.

O cenário ajudou a manter Trump na dianteira da corrida pela Casa Branca. O ex-presidente teve poucas dificuldades para superar outros republicanos que tentaram buscar a nomeação do partido, entre eles o governador da Flórida, Ron DeSantis, e a ex-embaixadora na Organização das Nações Unidas (ONU) Nikki Haley.

Na campanha, Trump logo consolidou o favoritismo contra Biden, principalmente após o debate em que o democrata teve um desempenho considerado ruim até por aliados, em junho. Semanas depois, o republicano foi alvo de uma tentativa de assassinato durante um comício na Pensilvânia. O ex-presidente foi baleado na orelha, mas se levantou e jogou o punho para o ar, em uma imagem que circulou nas redes sociais e foi amplamente celebrada pelos apoiadores. Em setembro, Trump ainda seria alvo de uma segundo atentado.

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