Donald Trump e Jair Bolsonaro. Foto: Alan Santos/PR
Na madrugada desta quarta-feira, 6 de novembro, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) utilizou suas redes sociais para expressar apoio e parabenizar Donald Trump pela provável vitória nas eleições presidenciais dos Estados Unidos.
Bolsonaro, que tem mantido sua postura de alinhamento com o ex-presidente norte-americano, exaltou a trajetória de Trump e destacou sua resistência frente aos desafios, como a derrota eleitoral em 2020 e as acusações judiciais enfrentadas nos últimos anos.
“Hoje, testemunhamos o ressurgimento de um verdadeiro guerreiro. Um homem que, mesmo após enfrentar um processo eleitoral brutal em 2020 e uma injustificável perseguição judicial, ergueu-se novamente, como poucos na história foram capazes de fazer”, escreveu.
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- Hoje, testemunhamos o ressurgimento de um verdadeiro guerreiro. Um homem que, mesmo após enfrentar um processo eleitoral brutal em 2020 e uma injustificável perseguição judicial, ergueu-se novamente, como poucos na história foram capazes de fazer.
- Contra tudo e…
O ex-presidente brasileiro também mencionou que Trump retomaria seu projeto de “restaurar a grandeza” dos Estados Unidos. Em outra parte de sua publicação, Bolsonaro declarou que a vitória de Trump como um triunfo para a direita global, incluindo o Brasil.
Bolsonaro ressaltou que essa possível vitória poderia ser uma inspiração para que os brasileiros escolhessem o mesmo caminho político em futuras eleições, seguindo o exemplo do movimento conservador que, segundo ele, visa resgatar valores tradicionais e assegurar a liberdade.
“Que nossa nação retome o seu destino de grandeza, para que seu povo volte a se orgulhar de sua história e de seus valores, sem a mácula da censura e do abuso de autoridade, com liberdade e segurança para todos”, finalizou Bolsonaro, fazendo uma alusão ao cenário político brasileiro e às críticas à atuação das autoridades judiciais no país.
O candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, ganhou na Pensilvânia, onde levou os votos dos 19 delegados, alcançando a marca de 267 votos, projetou a Associated Press por volta das 4h30 da manhã desta quarta-feira, 6. A candidata democrata Kamala Harris permanecia naquele horário com a marca de 214 delegados.
A Pensilvânia era um dos Estados considerados decisivos na disputa. Ambos os candidatos fizeram campanha vigorosamente no Estado, visitando-o com mais frequência do que qualquer outro.
Trump venceu os 19 votos eleitorais da Pensilvânia quatro anos depois que o democrata Joe Biden venceu o Estado. Nenhum democrata venceu a Casa Branca sem vencer também na Pensilvânia desde 1948.
Donald Trump afirmou que "teremos que fechar as fronteiras e permitir que pessoas venham ao país legalmente", referindo-se à uma das suas promessas de campanha de tornar mais restritiva o ingresso de imigrantes nos EUA.
Em discurso considerado de vitória no quartel-general de sua campanha na Flórida, Trump elogiou apoiadores, entre eles o empresário Elon Musk. "Temos uma nova estrela: Elon. Ele é um gênio e precisamos proteger nossos gênios, pois não são muitos." Ele também indicou que o ex-candidato à Casa Branca, Robert Kennedy Jr., que deixou a campanha e passou a apoiar o republicano, poderá participar de seu governo. "Robert ajudará a América a ser mais saudável novamente."
Donald Trump ressaltou que "este será o dia que o povo americano retomou o controle do país", destacando que sua campanha obteve uma "vitória magnífica" que poderá conquistar 315 votos no colégio eleitoral e vencer o voto popular nos EUA.
Trump ressaltou que seu governo vai reduzir impostos, fronteiras bem guardadas e que os EUA terão forças militares potentes, "mas não queremos guerras."O candidato republicano ressaltou que "vamos governar com um mote: promessas feitas, promessas cumpridas." Ele também apontou que é tempo de colocar de lado as divisões políticas que ocorreram nos EUA nos últimos 4 anos. "Vamos colocar a América em primeiro lugar, nosso futuro será mais forte e seguro."
Com informações do Estadão Conteúdo
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