O ex-presidente deu sua declaração em entrevista coletiva nessa segunda-feira, 25 de novembro.
26 de novembro de 2024 às 08:27 - Atualizado às 09:21
Jair Bolsonaro em coletiva de imprensa Foto: Breno Esaki
Em entrevista coletiva nessa segunda-feira, 25 de novembro, o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu advogado falaram sobre as acusações sofridas e o indiciamento pela Polícia Federal sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado.
Ex-presidente sustenta que "não se dá golpe com um general da reserva e meia dúzia de oficiais". Ele diz que estudou "todas as medidas possíveis dentro das quatro linhas".
Bolsonaro criticou a forma como o inquérito foi elaborado pela Polícia Federal, questionando também a ausência do Ministério Público na investigação.
"O inquérito não tem a participação do Ministério Público, a mesma pessoa faz tudo e, no final do relatório, ele volta para condenar quem quer que seja. Golpe de Estado é uma coisa séria", frisou.
O ex-presidente afirmou ainda que não existiu tentativa de golpe, e citou Michel Temer ao falar das forças armadas.
"Como disse agora há pouco o presidente Temer, têm de estar envolvidas todas as Forças Armadas. Não existe golpe, ninguém vai dar golpe com um general da reserva e mais meia dúzia de oficiais", argumentou.
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Paulo Amador da Cunha Bueno, advogado de Bolsonaro, também falou e pediu a participação da Procuradoria-Geral da República (PGR) no processo.
"O procurador da República é alguém que preza pela sua biografia, uma pessoa extremamente respeitada, e nós temos a convicção de que ele terá toda cautela ao analisar esta investigação", destacou, em relação a Paulo Gonet, que deve receber o relatório da PF ainda nesta semana.
O ex-chefe do Executivo afirmou que nunca soube do plano ou participou de qualquer trama. Enfatizou que sempre atuou dentro das "quatro linhas da Constituição".
"Esperamos que o MP tenha uma participação que não pôde ter ao longo do tempo dessa investigação. Inclusive, na gestão anterior, por diversas vezes, houve pedido de arquivamento de inquéritos, que foi simplesmente ignorado", comentou.
E lembrou que depois do golpe, o mundo fecharia as portas para o país.
"É um absurdo o que está se falando. Da minha parte, nunca houve discussão de golpe. Se alguém viesse falar comigo algo, eu ia falar: 'Tá, tudo bem, e o after day, e o dia seguinte, como é que fica? Como é que fica o mundo perante a nós?'", argumentou.
"Todas as medidas possíveis dentro das quatro linhas, dentro da Constituição, eu estudei. A palavra golpe nunca esteve no meu dicionário."
Ele acrescentou: "Vamos supor até que eu fizesse uma loucura: como é que fica o Brasil no dia seguinte? O mundo levanta a barreiras contra a gente, vira um inferno aqui. Ninguém quer isso daí, uma loucura falar em golpe, meu Deus do céu, loucura", sustentou. "Sou perseguido o tempo todo."
Bolsonaro disse que buscou uma forma de "resolver o problema" de insatisfação do Brasil, dentro da legalidade, mas, como não havia, qualquer ideia foi descartada, inclusive era zero a possibilidade da convocação das Forças Armadas, garantiu. "Não convoquei ninguém para prestar defesa e não assinei nenhum papel.
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