Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso. Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE
O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), registrou, até 20 de junho, 54 viagens em jatinhos da Força Aérea Brasileira (FAB), todas entre Brasília e São Paulo, com custo estimado de R$940 mil, conforme revelou o jornal Gazeta do Povo na última quinta-feira, 26 de junho.
Em dez dessas viagens, Barroso figurou como único passageiro a bordo, uma movimentação que alimenta o questionamento de críticos sobre o uso dos aviões oficiais em voos sem compromissos formais. O órgão destacou que boa parte dos trajetos não coincidiu com agendas públicas ou eventos oficiais.
A Gazeta do Povo apontou que voos “à disposição do Ministério da Defesa”, expediente utilizado para as derivações, formam parte da estratégia de translado seguro para autoridades. Porém, o custo de R$ 420 mil somente dessas modalidades levanta dúvidas sobre o uso apropriado dos recursos.
Em janeiro, Barroso realizou três voos de 15 a 18, entre São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro, sem registrar eventos públicos nos respectivos dias. A média de gasto durante esse período foi de R$212 mil, apenas entre as horas de voo.
Ele também usou a FAB para comparecer a cerimônias cívicas e de honra, como a abertura do Ano Judiciário em São Paulo (7 de fevereiro), cerimônias em Campinas (17 de fevereiro) e entregas de comenda em Porto Seguro (10 de março), além de participação em evento acadêmico no Rio em 27 de março.
O tipo de deslocamento utilizado pelo ministro segue previsto no Decreto Presidencial nº10.267/2020, que permite o uso de aeronaves oficiais por autoridades como o vice-presidente e os presidentes do STF, Câmara e Senado, incluindo fins de segurança pessoal nos deslocamentos fins de semana.
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A operação de segurança contou com o apoio de helicópteros, que sobrevoaram a região de Washington para monitorar qualquer movimentação suspeita nas ruas vizinhas.
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