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Assistente de deputada do PT é preso em megaoperação do Ministério Público "Rei do Pix"

A suspeita é que o homem integrava uma organização criminosa voltada a ocultar a origem ilícita dos recursos obtidos de forma ilegal.

Cami Cardoso

03 de junho de 2026 às 13:29   - Atualizado às 13:56

Assistente de deputada do PT é preso em megaoperação do Ministério Público "Rei do Pix"

Assistente de deputada do PT é preso em megaoperação do Ministério Público "Rei do Pix" Foto: Alesp

Deflagrada na terça-feira, 2 de junho, pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Polícia Militar, a Operação Rei do Pix resultou na prisão de Marcos Aparecido Ferreira Filho, assistente parlamentar da deputada estadual Beth Sahão (PT).

A megaoperação apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos da Câmara Municipal de Catanduva, no interior de São Paulo. Além da prisão de Marcos Aparecido, foram cumpridos mais de 50 mandados de busca e apreensão, resultando em outras dez prisões.

Em nota, a equipe da deputada estadual posicionou-se sobre o ocorrido, afirmando que os fatos investigados não possuem qualquer relação com o mandato exercido por Beth Sahão na Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP), uma vez que a parlamentar não tem atuação na Câmara de Catanduva. A assessoria informou ainda que acompanha o caso e aguarda manifestações oficiais das autoridades para avaliar a situação.

De acordo com o MPSP, o assistente parlamentar integrava uma organização criminosa voltada a ocultar a origem ilícita dos recursos obtidos de forma ilegal, configuração que caracteriza o crime de lavagem de dinheiro.

Operação Rei do Pix

Com o objetivo de desarticular esquema de desvio reiterado de recursos públicos da Câmara de Vereadores de Catanduva, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) deflagrou, nesta terça-feira (2/6), a Operação Rei do Pix. Foram cumpridos dez mandados de prisão e mais de 50 de busca e apreensão nas cidades de Adamantina, Bauru, Jaboticabal, São Paulo e Catanduva. Nesta última, autoridades realizaram diligências inclusive na sede do Poder Legislativo local.

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Visando à reparação dos danos causados ao erário, a 1ª Vara Criminal de Catanduva determinou a indisponibilidade de bens dos investigados em montantes variáveis. No caso dos agentes com maior nível de envolvimento com as fraudes, os bloqueios chegaram a até R$ 20 milhões. Além disso, houve também a apreensão de valores em espécie e veículos automotores. 

Entre 2023 e 2024, investigações identificaram desvios de ao menos R$ 10 milhões do orçamento da Câmara de Catanduva, mas é possível que as fraudes tenham movimentado valores ainda maiores. Nos anos subsequentes, o grupo continuou a fazer acertos com o dinheiro obtido ilicitamente, realizando manobras para ocultar e dissimular sua origem ilícita e configurando o crime de lavagem de capitais.

Por meio de amigos e parentes, o grupo alvo da operação constituiu mais de 60 empresas de fachada. Essas pessoas jurídicas simulavam a prestação de serviços à Câmara, emitiam notas frias e recebiam recursos públicos, posteriormente devolvidos a integrantes do esquema criminoso em uma taxa de 90% a 95%. A investigação identificou ainda fraudes em licitações e contratações superfaturadas usadas para viabilizar repasses, a integrantes do esquema, de até 30% do valor pago pelo Poder Legislativo.

Participaram da operação 20 promotores de Justiça, 30 servidores do Ministério Público, 11 agentes da Receita Federal e mais de 200 policiais militares, além de três equipes da Polícia Civil que auxiliaram no cumprimento de mandados na capital.

Da redação do Portal de Prefeitura com informações do MPSP. 

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