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Ministério Público de São Paulo pede prisão preventiva do rapper Oruam, que está foragido

Oruam é réu por disparo de arma de fogo e é investigado por tentativa de homicídio contra policiais civis fluminenses, crimes de lavagem de dinheiro e envolvimento com o Comando Vermelho. 

Braian

21 de maio de 2026 às 12:16   - Atualizado às 12:45

ministerio publico pede prisao de oruam

ministerio publico pede prisao de oruam Foto: Divulgação/MP-SP e Reprodução/redes sociais

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) pediu a prisão preventiva do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam. O pedido, do promotor Alan Carlos Reis Silva, divulgado nesta quarta-feira (20), foi feito no dia 5 de maio.

Oruam é réu por disparo de arma de fogo e é investigado por tentativa de homicídio contra policiais civis fluminenses, crimes de lavagem de dinheiro e envolvimento com o Comando Vermelho. 

“[O rapper Oruam] se encontra foragido, inviabilizando a efetividade da jurisdição penal e comprometendo o cumprimento de eventual decreto condenatório", diz o MPSP no pedido de prisão. 

Segundo o Ministério Público, em 16 de dezembro de 2024, na cidade paulista de Igaratá, Oruam disparou um tiro de espingarda em meio a uma festa, na presença de diversas pessoas. A conduta criminosa foi filmada e postada em redes sociais.

Oruam já foi denunciado pelo MP do Rio de Janeiro por crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. 

Segundo o órgão, Oruam era beneficiário direto de um esquema de lavagem de dinheiro do Comando Vermelho, uma vez que recebia dinheiro ilícito e usava a carreira musical para camuflar a origem do dinheiro obtido nas atividades criminosas da organização.

Agência Brasil

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Operação Contenção

Em uma ofensiva estratégica para desmantelar a engenharia financeira do Comando Vermelho (CV), a Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta quarta-feira, 29 de abril, uma nova fase da Operação Contenção.

A ação, coordenada pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), foca em um esquema de lavagem de dinheiro que utilizava contas de familiares de lideranças da facção para ocultar bens e reinserir ativos ilícitos no mercado formal.

O destaque da operação recai sobre o núcleo familiar de Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP. Entre os 12 alvos de mandados de prisão preventiva expedidos pela 1ª Vara Criminal Especializada estão a esposa do traficante, Márcia Nepomuceno, e seus filhos Lucas e o rapper Oruam (Mauro Davi).

A investigação, que durou um ano, revelou que o grupo operava de forma sofisticada, com o uso de contas de terceiros servia para "pulverizar" o dinheiro do tráfico, dificultando o rastreio pelos órgãos de fiscalização, fluxo bancário detectado pelos agentes era totalmente desproporcional ao que os envolvidos declaravam oficialmente., e o capital era drenado para a compra de bens de luxo e o pagamento de custos operacionais da organização criminosa.

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