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"Anistia ampla, geral e irrestrita não está sob negociação", diz Eduardo Bolsonaro

O deputado federal criticou a proposta do relator da matéria da Câmara de apenas reduzir as penas dos condenados.

Ricardo Lélis

20 de setembro de 2025 às 19:57   - Atualizado às 20:03

Eduardo Bolsonaro.

Eduardo Bolsonaro. Foto: Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) se manifestou totalmente contra a proposta em discussão na Câmara para redução de penas dos condenados pelos atos golpistas, que será relatado pelo deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP).

"A anistia ampla, geral e irrestrita não está sob negociação", afirmou Eduardo, em postagem na rede social X, na noite de sexta-feira, 19. "Não há qualquer possibilidade de aceitarmos a mera dosimetria das penas em processos completamente nulos e ilegais, advindos de inquéritos abusivos e absolutamente inconstitucionais".

Na postagem, Eduardo se dirigiu ao relator do projeto de redução das penas.

"Paulinho da Força, vou retribuir o conselho que me deu, sobre colocar a mão na consciência. Entenda de uma vez por todas: eu não abri mão da minha vida no Brasil e arrisquei tudo para trazer justiça e liberdade para meu povo em troca de algum acordo indecoroso e infame como o que está propondo", descreveu

Eduardo segue nos Estados Unidos, onde atua junto a membros do governo de Donald Trump por sanções ao Brasil em troca de uma anistia que beneficie o pai e ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, além de aliados.

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Na sua postagem, Eduardo ainda sugeriu que o próprio relator do projeto de redução das penas pode se tornar um próximo alvo de sanções do governo norte-americano.

"Um conselho de amigo, muito cuidado para você não acabar sendo visto como um colaborador do regime de exceção", afirmou Eduardo a Paulinho.

"Assim como está expresso na lei, TODO colaborador de um sancionado por violações de direitos humanos é passível das mesmas sanções", afirmou, em tom de ameaça. O filho de Bolsonaro ainda classificou o colega de parlamento como alguém que foi posto pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para "enterrar" a proposta de anistia ampla.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro ainda mandou um recado para o ex-presidente Michel Temer (MDB), que está trabalhando na articulação do projeto de redução das penas dos condenados no lugar da anistia ampla:

"Você, Michel Temer, e o resto da turma não irão impor na marra o que chamam, cinicamente, de pacificação, que nada mais é do que a manutenção de todos os crimes praticados por Alexandre de Moraes", postou.

Paulinho se reuniu, presencialmente, na quinta-feira, 18, com o ex-presidente Michel Temer e o deputado Aécio Neves (PSDB-MG), para discutir a proposta de redução de penas. O encontro teve a participação virtual do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Em vídeo gravado após o encontro, Temer disse que o "PL da dosimetria" é um "pacto republicano"

Após assumir a relatoria do projeto, Paulinho já disse que anistia ampla é um sonho dos bolsonaristas, mas não é possível de ser concretizado.

"Ela foi declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, e eu não vou fazer nenhum projeto que confronte a Câmara com o Supremo. Nós estamos tratando de dose", declarou Paulinho.

Estadão Conteúdo

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