O funcionário de alto escalão, que continua no controle da Abin, é suspeito de prejudicar as investigações sobre o aparelhamento do serviço de inteligência para fins políticos.
Luiz Fernando Corrêa e o presidente Lula. Foto: Montagem Portal de Prefeitura/Agência Brasil/Reprodução
Os servidores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) divulgaram nota na sexta-feira, 20 de junho, convocando uma assembleia na próxima segunda-feira, 23. Durante a reunião, será discutida a cobrança de afastamento do diretor-geral da entidade, Luiz Fernando Corrêa.
A categoria também debate a possibilidade de decretar greve para pressionar a saída do atual diretor. A Abin diz que colabora com as investigações.
Na última terça-feira (17), os servidores já tinham pedido a demissão de Corrêa. O funcionário de alto escalão, que continua no controle da agência, é suspeito de prejudicar as investigações sobre o aparelhamento do serviço de inteligência brasileiro para fins políticos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro
Corrêa, que foi mantido na posição de diretor-geral pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), está entre os 35 indiciados pela Polícia Federal no relatório final da investigação sobre a "Abin paralela", uma estrutura que teria sido usada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para espionar ilegalmente seus opositores políticos e atacar as urnas eletrônicas. Ele pode ter agido em "conluio" com servidores investigados para dificultar apurações.
Na nota divulgada hoje, a Intelis (União dos Profissionais de Inteligência de Estado da Abin) demonstra descontentamento com a manutenção do diretor-geral indiciado no cargo e cita "ausência de diálogo e de ações do Ministro da Casa Civil com os servidores".
Durante a reunião, os servidores devem deliberar "sobre indicativo de greve em protesto ao tratamento dispensado pelo governo federal à Inteligência de Estado do Brasil".
A entidade ainda usa o comunicado para citar outros problemas, como "a falta de controle de questões sigilosas por parte da Polícia Federal, do Ministério da Justiça".
Em relatório produzido pela Polícia Federal (PF), o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) é citado como o "idealizador" de uma estrutura de espionagem ilegal criada durante o governo de seu pai.
O esquema que ficou conhecido como "Abin paralela" teria espionado quase 1,8 mil celulares no governo Bolsonaro, dentre os alvos estavam servidores públicos, ministros, jornalistas, artistas e deputados.
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A mobilização contou com a participação da prefeita Mary Gouveia e do ex-prefeito Jandelson Gouveia, que recentemente anunciaram apoio à candidatura de Marília ao Senado.
Para facilitar o acesso às informações, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reuniu orientações no Manual do Eleitor.
A participação no encontro também foi uma oportunidade de fazer uma pausa na agenda política e fortalecer a espiritualidade.
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