As investigações apontam que a "Abin Paralela" foi utilizada para espionar opositores do então presidente, além de servidores, jornalistas e membros do Poder Judiciário.
Prefeito do Recife, João Campos, João Dória e Alexandre Moraes. Foto: Montagem/Portal de Prefeitura/Governo de São Paulo/STF
Diversos políticos e ministros foram monitorados pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A espionagem ilegal ficou conhecida como "Abin Paralela".
Entre os monitorados estão o então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso; o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL); o ex-deputado Jean Wyllys (PT) e o então deputado federal, atual prefeito do Recife, João Campos (PSB).
Ainda de acordo com o relatório da Polícia Federal, a Abin espionou, por engano, um homônimo do ministro do STF, Alexandre de Moraes. De acordo com o relatório, o agente de inteligência Thiago Gomes Quinalia fez três pesquisas pelo nome de Alexandre de Moraes Soares por meio do sistema de monitoramento Firstmile. A procura foi feita no dia 19 de maio de 2019.
Na avaliação dos investigadores da PF, a busca por um homônimo do ministro foi um erro cometido pelo esquema.
Segundo a Polícia Federal, Jair Bolsonaro era "centro decisório" e definiu os alvos de espionagem ilegal. O Estadão teve acesso ao relatório de 1.125 páginas, cujo sigilo foi levantado nesta quarta-feira, 18 de junho, pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
As investigações apontam que o órgão de inteligência foi utilizado para espionar opositores da gestão Bolsonaro, além de servidores, jornalistas, deputados, senadores e membros do Poder Judiciário. O relatório detalha que houve um pico de uso do sistema espião em outubro de 2020, mês das eleições municipais.
Diante do grande volume de alvos, a PF classificou as vítimas da espionagem em oito categorias: geral, servidores do TSE e institutos de pesquisa, Poder Judiciário, Poder Legislativo, Ministério Público, servidores públicos, proteção do núcleo político e contexto não identificado.
Confira a lista com alguns políticos monitorados pela "Abin paralela"
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O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 9 e 13 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Felipe Cavalcante exerce o comando da Previdência Social durante todo o período da licença médica do titular.
A Justiça também determinou medidas para bloquear o patrimônio dos suspeitos, como o sequestro de bens e restrições à atuação de empresas ligadas ao grupo.
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