Pernambuco, 10 de Setembro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

João Campos foi monitorado pela "Abin Paralela", segundo relatório da PF

O esquema de espionagem ilegal montado na Agência Brasileira de Inteligência, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), monitorou opositores da gestão.

Jameson Ramos

19 de junho de 2025 às 12:02   - Atualizado às 12:08

Prefeito do Recife, João Campos.

Prefeito do Recife, João Campos. Foto: Beto Dantas/Portal de Prefeitura

O esquema de espionagem ilegal montado na Agência Brasileira de Inteligência (Abin), durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), monitorou opositores da gestão - segundo relatório final da Polícia Federal.

Entre os políticos que foram monitorados pela “Abin paralela” está o prefeito do Recife, João Campos (PSB). 

O Estadão teve acesso ao relatório de 1.125 páginas, cujo sigilo foi levantado na quarta-feira, 18 de junho, pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

As investigações apontam que o órgão de inteligência também foi utilizado para espionar servidores, jornalistas, deputados, senadores e membros do Poder Judiciário. O relatório detalha que houve um pico de uso do sistema espião em outubro de 2020, mês das eleições municipais.

Na época, João Campos era deputado federal e tentava se eleger prefeito do Recife, vencendo a disputa contra a sua prima Marília Arraes, então petista, que ficou em segundo lugar.

Veja Também

Classificação

Diante do grande volume de alvos, a PF classificou as vítimas da espionagem em oito categorias: geral, servidores do TSE e institutos de pesquisa, Poder Judiciário, Poder Legislativo, Ministério Público, servidores públicos, proteção do núcleo político e contexto não identificado.

Entre os monitorados estavam os ministros do STF, Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso. Também foi alvo de espionagem o advogado Rafael Fontelles, sobrinho de Barroso. 

Segundo a PF, o objetivo era obter informações que pudessem comprometê-lo em um processo bilionário envolvendo o banco Itaú, do qual era advogado. A ação tramitava no Supremo, o que teria motivado o monitoramento. Porém, o caso estava sob relatoria do ministro Luiz Fux, e não de Barroso.

O então presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM, à época), e a então deputada Joice Hasselmann (PSDB, à época) foram seguidos fisicamente durante um jantar. 

A operação foi autorizada por Alexandre Ramagem e executada por agentes em uma viatura da Polícia Federal. O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e sua esposa, Analine Castro, foram investigados por ordem expressa de levantar "todos os podres" do casal.

Senadores da CPI da Pandemia também foram alvos. Renan Calheiros (MDB), Omar Aziz (PSD) e Randolfe Rodrigues (REDE, à época) foram monitorados, com pedidos para investigar assessores, levantar informações negativas e mapear ligações com a Transpetro. Eles também sofreram ataques coordenados nas redes sociais.

Outros parlamentares monitorados incluem os deputados Gustavo Gayer (PL), Kim Kataguiri (DEM, à época) e Evair Vieira de Melo (PP), além do senador Alessandro Vieira (MDB) e do advogado Walfrido Warde.

Da redação do Portal de Prefeitura com informações do Estadão

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

16:53, 10 Set

Imagem Clima

28

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Governo Lula estuda fim das 'taxa das blusinhas'.
Definição

Lula sanciona fim da 'taxa das blusinhas' para compras internacionais de até US$ 50

A medida ainda permite que o ministro da Fazenda altere as alíquotas do imposto de importação tratados na nova lei.

Edson Fachin comunica fim de sessão no STF
Decisão

Fachin cancela novamente sessão do STF em meio à crise envolvendo ministros da Corte e a Polícia Federal

Na quarta-feira (9), Fachin já havia determinado o cancelamento da sessão prevista para as 14h, interrompendo a agenda do Plenário em um momento de forte tensão entre ministros

Mário Frias, ex-secretário no governo Bolsonaro e Karina Gama, dona da produtora responsável pela realização do filme "Dark Horse".
Operação

PF mira ex-secretário de Bolsonaro Mário Frias e produtora de "Dark Horse" em investigação sobre desvio de emendas

Os investigadores suspeitam que recursos recebidos tenham sido direcionados de forma irregular para empresas subcontratadas, sem a comprovação da execução dos serviços contratados.

mais notícias

+

Newsletter