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Oito pessoas passam mal após comer peixe em Fernando de Noronha; surto é investigado

Amostras foram recolhidas, e os pacientes continuarão sendo acompanhados mesmo depois de deixarem o arquipélago.

27 de agosto de 2026 às 18:31   - Atualizado às 21:46

Fernando de Noronha

Fernando de Noronha Foto: Divulgação

Oito pessoas foram atendidas com sinais de intoxicação alimentar após consumirem peixe em Fernando de Noronha. Os casos ocorreram na noite da quarta-feira, 26 de agosto, e são investigados pela Vigilância em Saúde do arquipélago.

Entre os pacientes estão moradores e turistas. Todos foram levados ao Hospital São Lucas, receberam atendimento e tiveram alta. Os sintomas apresentados incluíram diarreia, vômitos, dores musculares, queda da pressão arterial e redução dos batimentos cardíacos.

A principal suspeita é de ciguatera, intoxicação provocada pela ingestão de peixes contaminados com toxinas produzidas por microalgas marinhas. A relação com a doença ainda não foi confirmada e depende das análises laboratoriais.

Os estabelecimentos relacionados aos atendimentos não foram divulgados pelas autoridades.

Amostras serão examinadas

Equipes da Vigilância em Saúde visitaram os locais ligados aos casos e recolheram amostras dos peixes consumidos. O material foi enviado ao Recife e deverá seguir para um laboratório de referência no Rio Grande do Sul.

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Os pacientes serão monitorados por pelo menos 90 dias. Os contatos estão previstos para ocorrer depois de sete, 15 e 30 dias, inclusive com os turistas que já tenham retornado às cidades onde moram.

O acompanhamento prolongado é necessário porque a ciguatera pode causar manifestações tardias. Além dos problemas gastrointestinais, a intoxicação pode provocar formigamento, fraqueza muscular, visão turva e alteração na percepção de temperaturas.

O cozimento, a fritura ou o uso de substâncias ácidas não eliminam a ciguatoxina. Também não existe tratamento específico, e o atendimento é direcionado ao controle dos sintomas.

Espécies devem ser evitadas

Análises realizadas em episódios anteriores detectaram ciguatoxinas em amostras de guarajuba e barracuda consumidas em Noronha. Por precaução, as autoridades recomendam evitar essas espécies, especialmente exemplares com mais de dois quilos.

Entre 2022 e 2025, aproximadamente 190 casos suspeitos de ciguatera foram registrados no arquipélago, segundo a Secretaria Estadual de Saúde.

Quem apresentar sintomas depois de comer pescado deve procurar atendimento médico e informar qual espécie consumiu. Se possível, uma porção do alimento deve ser congelada e preservada para análise.

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