Nova divisão de responsabilidades entre União e estados prepara mudanças na assistência prestada a milhares de pacientes.
28 de agosto de 2026 às 09:16 - Atualizado às 10:04
Remédios. Foto: Freepik
O Sistema Único de Saúde (SUS) vai ampliar a oferta de medicamentos destinados ao tratamento de doenças inflamatórias, renais e intestinais, além de problemas oculares e intoxicação por mercúrio. A medida poderá alcançar mais de 23 mil pacientes em diferentes regiões do país.
As responsabilidades pela compra e distribuição de nove opções terapêuticas foram definidas na quinta-feira, 27 de agosto, durante reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), em Brasília.
A pactuação entre União, estados e municípios organiza o financiamento dos tratamentos. Isso não significa que todos os medicamentos estejam imediatamente disponíveis nas unidades de saúde, pois a oferta depende das aquisições, da distribuição e dos protocolos de atendimento.
Pacientes com vasculites associadas a Anca, doenças que provocam inflamações nos vasos sanguíneos, terão acesso à ciclofosfamida na fase inicial do tratamento. A previsão é atender aproximadamente 1,5 mil pessoas, com compra sob responsabilidade dos estados.
Na fase de manutenção, o Ministério da Saúde ficará responsável pelo rituximabe e pelo metotrexato injetável. Os estados deverão adquirir a azatioprina, utilizada como alternativa terapêutica.
Para inflamações oculares não infecciosas em crianças e adolescentes, serão comprados metotrexato em comprimidos e adalimumabe. A estimativa é contemplar quase 3,4 mil jovens.
O infliximabe de aplicação subcutânea será destinado a mais de 13,5 mil pacientes com doença de Crohn moderada ou grave. O investimento previsto chega a R$ 59,1 milhões.
Pessoas com doença renal crônica avançada poderão receber ciclossilicato de zircônio sódico, usado no controle do excesso de potássio no sangue. Cerca de 4,8 mil pacientes devem ser atendidos.
O SUS também passará a contar com a compra centralizada do DMSA, conhecido como Succimer, para emergências envolvendo intoxicação por mercúrio. A previsão é beneficiar 300 pessoas por ano.
A CIT também pactuou a Política Nacional de Informação e Saúde Digital. A iniciativa pretende integrar dados, fortalecer a telessaúde e ampliar o compartilhamento seguro de informações entre União, estados e municípios.
O encontro aprovou ainda o Programa Nacional de Eliminação da Tuberculose como Problema de Saúde Pública e a Política Nacional de Saúde Integral da População Quilombola.
Também houve avanços na organização dos medicamentos oncológicos e na criação de um painel nacional para acompanhar equipamentos e vagas de radioterapia disponíveis no SUS.
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Além do nível de alerta ou risco, os estados apresentam tendência de crescimento dos casos no longo prazo.
Uma das vantagens do teste molecular é a possibilidade de ampliar para cinco anos o intervalo entre as coletas após um resultado negativo.
O exame DNA-HPV é indicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 2013 e começou a ser utilizado pelo SUS no início do ano em substituição ao teste Papanicolau.
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