Novo medicamento para câncer de pulmão. Foto: Magnific (antigo freepik).
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a inclusão de um novo medicamento, o Datroway® (datopotamabe deruxtecana), para tratamento de pacientes adultos com câncer de pulmão.
O registro do medicamento oncológico do laboratório Daiichi Sankyo Brasil Farmacêutica Ltda. foi publicado na segunda-feira, 27 de julho no Diário Oficial da União.
O medicamento oncológico é indicado para o tratamento de pacientes adultos com câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC), que se origina nos tecidos do pulmão e cujo tumor está em fase avançada (seja no próprio local do pulmão) ou em metástase (já espalhado para outros órgãos).
O produto farmacêutico passa a ser usado como uma "próxima tentativa" (linha posterior) em pacientes que já fizeram dois tratamentos anteriores e o câncer voltou a crescer.
O tumor precisa ter uma alteração genética específica chamada mutação do EGFR (um receptor na superfície da célula que estimula o crescimento do câncer).
O câncer de pulmão é a principal causa de morte por câncer no mundo e o câncer de pulmão de não pequenas células representa aproximadamente 85% dos casos.
A Anvisa explica que é importante a identificação das mutações ativadoras do EGFR, entre os pacientes com câncer pulmonar, pois permite que os médicos usem tratamentos "inteligentes" (terapias-alvo), desenhados sob medida para atacar a falha genética da célula tumoral.
Este medicamento já tinha registro da Anvisa para o tratamento de pacientes adultos com câncer de mama triplo-negativo (CMTN), irressecável (que não pode ser removido completamente por cirurgia) ou metastático (que se espalhou do local original para outras partes do corpo).
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é uma autarquia vinculada ao Ministério da Saúde responsável por regulamentar, fiscalizar e monitorar produtos e serviços que possam afetar a saúde da população.
Criada em 1999, a agência atua no controle sanitário de medicamentos, alimentos, cosméticos, produtos para saúde, saneantes, tabaco e serviços de saúde, além de exercer a vigilância em portos, aeroportos e fronteiras. Também é responsável por conceder registros, autorizações e certificações, contribuindo para garantir a qualidade, a segurança e a eficácia dos produtos comercializados no Brasil.
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Medicamento será produzido pela EMS e não terá nome comercial; data de lançamento e preço ainda não foram informados.
Assim como os demais medicamentos da classe GLP-1, a semaglutida sintética só pode ser adquirida mediante apresentação de receita médica em duas vias, informou a Agência.
Unidade será instalada em Jaguaribara, terá investimento superior a R$ 52 milhões e utilizará tecnologia desenvolvida pela UFC.
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