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Butantan recebe autorização da Anvisa para produzir vacina contra chikungunya no Brasil

Com a autorização a expectativa é que possa ser incorporada pelo SUS, que hoje oferece o imunizante apenas em algumas localidades

Romildo Lacerda

05 de maio de 2026 às 15:21   - Atualizado às 15:22

Vacinação

Vacinação Foto: Reprodução

O Instituto Butantan divulgou nesta segunda-feira, 4 de maio, que recebeu autorização da Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a validação para fabricação localmente para vacina contra chikungunya. Aprovado no Brasil em abril de 2025, o imunizante é produzido atualmente nas fábricas da farmacêutica franco-austríaca Valneva, parceira no desenvolvimento do produto. 

Com a autorização da Anvisa, a expectativa é que a Butantan-Chik possa ser incorporada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que hoje oferece o imunizante apenas em algumas localidades.

Ao executar a maior parte do processo de fabricação, o Instituto Butantan, por ser uma instituição pública, poderá entregar a vacina com um preço menor e mais acessível, com a mesma qualidade e segurança", afirma em nota Esper Kallás, diretor do instituto.

A vacina do Butantan e da Valneva foi a primeira a ser registrada contra chikungunya no mundo. Além do Brasil, ela também foi aprovada pelas autoridades de saúde do Canadá, Europa e Reino Unido.

Os registros foram concedidos após a divulgação dos resultados de um estudo com 4 mil voluntários de 18 a 65 anos. A pesquisa apontou que 98,9% dos participantes produziram anticorpos neutralizantes e que o imunizante era bem tolerado e demonstrava bom perfil de segurança, com eventos adversos leves e moderados, sendo os mais relatados dor de cabeça, dor no corpo, fadiga e febre.

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Vacina contra chikungunya no SUS

O vírus da chikungunya é transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite dengue e zika. A doença pode causar febre de início súbito (acima de 38,5°C) e dores intensas nas articulações dos pés e das mãos, além de dor de cabeça, dor muscular e manchas vermelhas na pele.

Segundo o Ministério da Saúde, foram registrados 126.930 casos prováveis da doença no País no ano passado, com 125 mortes. Outros 41 óbitos seguem em investigação.

Neste ano, a pasta já contabiliza 37.660 casos prováveis e 21 óbitos confirmados, entre eles de moradores de Dourados (MS), que declarou emergência pela doença.

Em março, a cidade foi incluída em uma estratégia piloto de vacinação conduzida pelo ministério em parceria com o Butantan. O objetivo é aplicar o imunizante, pelo SUS, em municípios com alta incidência de chikungunya.

No Estado de São Paulo, o modelo engloba as cidades de Mirassol, onde o projeto teve início em fevereiro, e de Bady Bassitt, que iniciou a vacinação com a Butantan-Chik no último dia 22.

Nesses municípios, qualquer morador de 18 a 59 anos pode se vacinar gratuitamente contra a doença nas unidades básicas de saúde.

Estadão Conteúdo
 

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