Pernambuco, 22 de Abril de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Esposa de pastor flagrado na cama com homem estava em outro cômodo no momento da prisão

David Gonçalves Silva foi detido durante a Operação 'Falso Profeta', deflagrada sob a suspeita de estelionato, estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude.

Cami Cardoso

22 de abril de 2026 às 12:53   - Atualizado às 13:53

Esposa de pastor flagrado na cama com homem estava em outro cômodo no momento da prisão

Esposa de pastor flagrado na cama com homem estava em outro cômodo no momento da prisão Foto: Divulgação

O pastor evangélico David Gonçalves Silva, preso na última semana durante a operação "Falso Profeta" da Polícia Civil do Maranhão, mantinha um esquema de tortura física e psicológica operado sob justificativa religiosa. O líder era ligado à igreja evangélica Shekinah House Church.

Coordenada pela delegacia local com o apoio da Polícia Militar, a ação cumpriu mandados na residência do suspeito.Além da tortura, David é investigado pelos crimes de estelionato, estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude.

Uma das punições às quais as vítimas eram submetidas consistia em chicotadas, aplicadas ao menos 25 vezes, em casos de descumprimento de ordens ou das regras internas da congregação.

Além das agressões físicas, muitos fiéis eram coagidos a manter relações sexuais com o suspeito. Durante a operação, foram apreendidos cartões de crédito e manuscritos com a frase: "Eu preciso aprender a respeitar o meu líder".

Flagra Inusitado

Durante o cumprimento do mandado de busca e prisão na última sexta-feira (17 de abril), o pastor foi flagrado dormindo acompanhado de outro homem. A prisão ocorreu no bairro Recanto dos Poetas, em um imóvel ligado à igreja que, segundo as investigações, abrigava cerca de 150 fiéis sob o domínio do investigado. Embora David seja casado, sua esposa encontrava-se em outro cômodo da residência no momento da abordagem policial.

Veja Também

Outros casos

A Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público do Estado (MPRJ) deflagraram nesta quarta-feira, 24 de setembro, a Operação Blasfêmia, contra um grupo suspeito de aplicar golpes por meio de telemarketing religioso em todo o país. De acordo com as investigações, os criminosos cobravam até R$ 1.500 por “promessas de cura” e “milagres”, arrecadando pelo menos R$ 3 milhões em dois anos.

Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares. Luiz Henrique dos Santos Ferreira, que se apresentava como Pastor Henrique Santini ou Profeta Santini, é apontado como líder do esquema. A Justiça determinou o uso de tornozeleira eletrônica, o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens.

“Essa organização criminosa em nada tem a ver com um culto religioso. A intenção era arrecadar dinheiro e enganar os fiéis”, afirmou o delegado Luiz Henrique Marques, da 76ª DP (Centro de Niterói).

Segundo a denúncia, 23 pessoas foram tornadas rés pelos crimes de estelionato, charlatanismo, curandeirismo, associação criminosa, falsa identidade, crime contra a economia popular, corrupção de menores e lavagem de dinheiro. As penas podem chegar a 29 anos de prisão.

Santini foi localizado em sua casa, em um condomínio na Barra Olímpica. Ele resistiu em abrir a porta para a polícia, que ameaçou arrombá-la antes de conseguir entrar. No local, foram apreendidos computadores, documentos, celulares, dinheiro em espécie e uma pistola dourada, que estava legalizada.

Com 9 milhões de seguidores nas redes sociais, Santini divulgava mensagens religiosas acompanhadas de números de telefone e links para grupos de WhatsApp.

“Santini fazia gravações previamente editadas, e quando o fiel entrava em contato achando que estava falando com ele e pedia orações para uma enfermidade específica, entrava esse áudio. Ao final, era sempre pedida uma contribuição”, explicou o delegado.

As chamadas “doações espirituais” eram feitas por PIX, variando entre R$ 20 e R$ 1.500, de acordo com o tipo de oração ofertada.

A polícia descobriu que o grupo mantinha escritórios de telemarketing em Niterói e São Gonçalo, onde ao menos 70 atendentes se passavam por Santini.

“O profeta Santini, visando a aumentar a arrecadação, contratou pessoas sem nenhuma experiência religiosa para se passar por ele pelo WhatsApp”, disse Marques.

Os funcionários eram recrutados em plataformas on-line e recebiam comissões de acordo com o valor arrecadado. Documentos apreendidos apontam metas rígidas de desempenho e até demissões por baixa produtividade.

Ainda segundo o delegado, os recursos não eram destinados a contas de igreja, mas transferidos diretamente para contas de terceiros ligados ao grupo.

A investigação começou em fevereiro deste ano, quando a polícia flagrou um call center em funcionamento com 42 pessoas atendendo virtualmente. Na ocasião, foram apreendidos 52 celulares, seis notebooks e 149 chips pré-pagos de telefonia móvel. A análise desse material confirmou a atuação coordenada e revelou milhares de vítimas espalhadas por todo o Brasil.

As investigações seguem em andamento para localizar novos prejudicados e identificar possíveis integrantes da organização criminosa.

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

15:42, 22 Abr

Imagem Clima

28

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Viúvo de Isabel Veloso, Lucas Borbas rebate acusações de traição: "Cansei de ficar calado"
Resposta

Viúvo de Isabel Veloso, Lucas Borbas rebate acusações de traição: "Cansei de ficar calado"

Após anunciar um novo relacionamento em abril, o empresário foi acusado por seguidores e familiares de Isabel de trair a esposa durante seu tratamento.

Pastor flagrado na cama com outro homem é investigado por estelionato e castigava fiéis com chicote
Crimes

Pastor flagrado na cama com outro homem é investigado por estelionato e castigava fiéis com chicote

Ao todo, o esquema de tortura física e psicológica, operado sob justificativa religiosa, mantinha cerca de 150 fiéis sob o domínio do investigado.

Padre Danilo César e Preta Gil.
Acordo

PB: Padre investigado por fala sobre Preta Gil deve pedir desculpas ou pagará multa de R$ 250 mil

Um acordo feito pelo religioso com a família Gil dá prazo de 30 dias para a retratação pública, além de outras medidas.

mais notícias

+

Newsletter