David Gonçalves Silva foi detido durante a Operação 'Falso Profeta', deflagrada sob a suspeita de estelionato, estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude.
Esposa de pastor flagrado na cama com homem estava em outro cômodo no momento da prisão Foto: Divulgação
O pastor evangélico David Gonçalves Silva, preso na última semana durante a operação "Falso Profeta" da Polícia Civil do Maranhão, mantinha um esquema de tortura física e psicológica operado sob justificativa religiosa. O líder era ligado à igreja evangélica Shekinah House Church.
Coordenada pela delegacia local com o apoio da Polícia Militar, a ação cumpriu mandados na residência do suspeito.Além da tortura, David é investigado pelos crimes de estelionato, estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude.
Uma das punições às quais as vítimas eram submetidas consistia em chicotadas, aplicadas ao menos 25 vezes, em casos de descumprimento de ordens ou das regras internas da congregação.
Além das agressões físicas, muitos fiéis eram coagidos a manter relações sexuais com o suspeito. Durante a operação, foram apreendidos cartões de crédito e manuscritos com a frase: "Eu preciso aprender a respeitar o meu líder".
Durante o cumprimento do mandado de busca e prisão na última sexta-feira (17 de abril), o pastor foi flagrado dormindo acompanhado de outro homem. A prisão ocorreu no bairro Recanto dos Poetas, em um imóvel ligado à igreja que, segundo as investigações, abrigava cerca de 150 fiéis sob o domínio do investigado. Embora David seja casado, sua esposa encontrava-se em outro cômodo da residência no momento da abordagem policial.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público do Estado (MPRJ) deflagraram nesta quarta-feira, 24 de setembro, a Operação Blasfêmia, contra um grupo suspeito de aplicar golpes por meio de telemarketing religioso em todo o país. De acordo com as investigações, os criminosos cobravam até R$ 1.500 por “promessas de cura” e “milagres”, arrecadando pelo menos R$ 3 milhões em dois anos.
Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares. Luiz Henrique dos Santos Ferreira, que se apresentava como Pastor Henrique Santini ou Profeta Santini, é apontado como líder do esquema. A Justiça determinou o uso de tornozeleira eletrônica, o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens.
“Essa organização criminosa em nada tem a ver com um culto religioso. A intenção era arrecadar dinheiro e enganar os fiéis”, afirmou o delegado Luiz Henrique Marques, da 76ª DP (Centro de Niterói).
Segundo a denúncia, 23 pessoas foram tornadas rés pelos crimes de estelionato, charlatanismo, curandeirismo, associação criminosa, falsa identidade, crime contra a economia popular, corrupção de menores e lavagem de dinheiro. As penas podem chegar a 29 anos de prisão.
Santini foi localizado em sua casa, em um condomínio na Barra Olímpica. Ele resistiu em abrir a porta para a polícia, que ameaçou arrombá-la antes de conseguir entrar. No local, foram apreendidos computadores, documentos, celulares, dinheiro em espécie e uma pistola dourada, que estava legalizada.
Com 9 milhões de seguidores nas redes sociais, Santini divulgava mensagens religiosas acompanhadas de números de telefone e links para grupos de WhatsApp.
“Santini fazia gravações previamente editadas, e quando o fiel entrava em contato achando que estava falando com ele e pedia orações para uma enfermidade específica, entrava esse áudio. Ao final, era sempre pedida uma contribuição”, explicou o delegado.
As chamadas “doações espirituais” eram feitas por PIX, variando entre R$ 20 e R$ 1.500, de acordo com o tipo de oração ofertada.
A polícia descobriu que o grupo mantinha escritórios de telemarketing em Niterói e São Gonçalo, onde ao menos 70 atendentes se passavam por Santini.
“O profeta Santini, visando a aumentar a arrecadação, contratou pessoas sem nenhuma experiência religiosa para se passar por ele pelo WhatsApp”, disse Marques.
Os funcionários eram recrutados em plataformas on-line e recebiam comissões de acordo com o valor arrecadado. Documentos apreendidos apontam metas rígidas de desempenho e até demissões por baixa produtividade.
Ainda segundo o delegado, os recursos não eram destinados a contas de igreja, mas transferidos diretamente para contas de terceiros ligados ao grupo.
A investigação começou em fevereiro deste ano, quando a polícia flagrou um call center em funcionamento com 42 pessoas atendendo virtualmente. Na ocasião, foram apreendidos 52 celulares, seis notebooks e 149 chips pré-pagos de telefonia móvel. A análise desse material confirmou a atuação coordenada e revelou milhares de vítimas espalhadas por todo o Brasil.
As investigações seguem em andamento para localizar novos prejudicados e identificar possíveis integrantes da organização criminosa.
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Após anunciar um novo relacionamento em abril, o empresário foi acusado por seguidores e familiares de Isabel de trair a esposa durante seu tratamento.
Ao todo, o esquema de tortura física e psicológica, operado sob justificativa religiosa, mantinha cerca de 150 fiéis sob o domínio do investigado.
Um acordo feito pelo religioso com a família Gil dá prazo de 30 dias para a retratação pública, além de outras medidas.
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