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PB: Padre investigado por fala sobre Preta Gil deve pedir desculpas ou pagará multa de R$ 250 mil

Um acordo feito pelo religioso com a família Gil dá prazo de 30 dias para a retratação pública, além de outras medidas.

21 de abril de 2026 às 13:58   - Atualizado às 14:01

Padre Danilo César e Preta Gil.

Padre Danilo César e Preta Gil. Foto: Reprodução/Redes sociais

A família de Preta Gil e o padre Danilo César chegaram a um novo acordo judicial, trazendo o caso novamente à tona esta semana. O religioso, da Paróquia de Areial, na Paraíba, aceitou pedir desculpas à família da cantora em uma missa transmitida pelo canal da paróquia no YouTube, após as falas que geraram acusação de intolerância religiosa e um processo por danos morais na Justiça do Rio de Janeiro em 2025.

O acordo, fechado em 11 de abril que ainda será homologado pela Justiça, determina que o padre reconheça o teor ofensivo das declarações feitas durante uma celebração no ano passado e diga publicamente que elas causaram dor aos familiares de Preta Gil. A retratação deverá acontecer em até 30 dias úteis após a homologação, no mesmo ambiente das falas, já que a missa foi transmitida ao vivo pela internet.

O caso

A denúncia começou depois que o padre citou a morte de Preta Gil, associando a fé da artista em religiões de matriz afro-indígena à morte e ao sofrimento, além de fazer comentários considerados ofensivos por lideranças religiosas e movimentos ligados às religiões de matriz africana. Na ocasião, a Associação Cultural de Umbanda, Candomblé e Jurema Mãe Anália Maria, da região de Areial, registrou boletim de ocorrência e classificou a fala como preconceituosa.

As declarações repercutiram nas redes sociais e ampliaram a pressão por responsabilização, levando a família de Preta Gil a adotar medidas judiciais. Segundo as informações divulgadas, o padre também reconheceu que o conteúdo das falas feriu os familiares da cantora e evitou o pagamento de uma indenização estimada em R$ 370 mil.

Regras do acordo

Além da retratação pública, o acordo prevê a doação de oito cestas básicas para uma instituição indicada pela família Gil, em até dez dias após a homologação. Caso o padre não cumpra a obrigação de pedir desculpas dentro do prazo estabelecido, está prevista uma multa de R$ 250 mil.

Acerto criminal

O padre fechou um acordo de não persecução penal com o Ministério Público Federal da Paraíba para não responder criminalmente pelo caso. Na ocasião, entre as exigências estavam participação em ato inter-religioso, produção de resenhas manuscritas, cursos sobre intolerância religiosa e pagamento de valor destinado a uma associação de apoio a comunidades afrodescendentes.

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