Carlos Nobre: quem é o brasileiro nomeado pelo Papa para fazer parte de conselho da Igreja Católica Foto: Reprodução
O climatologista Carlos Nobre foi nomeado nesta semana pelo Papa Leão XIV para integrar o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, órgão da Igreja Católica responsável por discutir e orientar ações em áreas como direitos humanos, justiça social, paz, saúde e crises humanitárias.
Reconhecido internacionalmente por suas pesquisas sobre mudanças climáticas e aquecimento global, Nobre construiu carreira como pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, onde hoje é aposentado.
Atualmente, ele atua no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo, mantendo forte atuação acadêmica e científica voltada principalmente à preservação ambiental e ao futuro da Amazônia.
O dicastério ao qual o brasileiro passa a integrar funciona como uma espécie de conselho estratégico do Vaticano para temas sociais. Criado em 2016 pelo Papa Francisco por meio da carta apostólica Humanam Progressionem, o órgão surgiu da unificação de quatro conselhos pontifícios e tem como missão promover a dignidade humana à luz da doutrina social da Igreja.
Entre as atribuições do grupo estão o acompanhamento de questões relacionadas à economia, trabalho, migrações, emergências humanitárias e o cuidado com o meio ambiente, tratado como “casa comum”. A presença de um cientista do clima reforça a importância crescente da pauta ambiental dentro da Igreja Católica.
Além de Nobre, outros nomes de diferentes países e áreas de atuação foram escolhidos para compor o colegiado, incluindo líderes religiosos, acadêmicos e especialistas em temas sociais, como o arcebispo mexicano Rogelio Cabrera López e a teóloga norte-americana Meghan J. Clark.
A nomeação de Carlos Nobre representa não apenas o reconhecimento internacional de sua trajetória científica, mas também a aproximação entre ciência e fé em debates globais sobre desenvolvimento humano, justiça social e sustentabilidade.
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Um acordo feito pelo religioso com a família Gil dá prazo de 30 dias para a retratação pública, além de outras medidas.
A aposentada Fátima Candeias, de 62 anos, foi atingida por um soco no rosto enquanto entoava louvores em via pública.
É também um momento de conscientização, porque muita gente ainda não conhece, ainda tem preconceito.
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