Mães de crianças atípicas. Foto: Reprodução / Tv Globo
Mães de crianças atípicas matriculadas na rede municipal de ensino do Recife denunciam a falta de assistência especializada nas escolas. Elas relatam a ausência de professores de apoio, salas de recursos equipadas e acompanhamento individualizado para os estudantes com deficiência ou transtornos do neurodesenvolvimento, como o TEA (Transtorno do Espectro Autista). (Veja vídeo abaixo)
A ausência de adaptação pedagógica para estudantes com transtorno do espectro autista tem gerado indignação entre as famílias. Uma mãe relatou a rotina do filho na escola e a falta de suporte adequado por parte da gestão.
“Por ele não fazer atividades com lápis e papel, a escola não adaptou nenhuma atividade para que ele permanecesse na escola, e foi orientado a ficar em casa a semana inteira. Chegou na segunda, ele ficou na escola de 7h30 até as 9h30, porque tem que entrar outra criança depois que ele sai — sendo que a escola é integral. Ele fica duas horas na escola. Então, essa semana ele não vai poder vir para a escola. Ele foi orientado a não vir para a escola, só a partir da semana que vem. Essa semana de prova, ele não vem, para depois poder voltar”, relata a mãe.
Veja vídeo:
A situação, segundo elas, compromete não apenas o aprendizado, mas também o bem-estar emocional das crianças. As famílias cobram da Prefeitura políticas públicas efetivas e investimento urgente na educação inclusiva.
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