Kely Moraes, que atua na área há três anos e também é fisiculturista, relatou que estava no banheiro se limpando após cair da moto e ferir o pé qaundo foi agredida verbalmente.
Foto dos agressores. Foto: Arte/Portal de Prefeitura
Uma personal trainer foi alvo de agressões verbais e constrangimento dentro da academia onde trabalha, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. O caso aconteceu na manhã da segunda-feira, 26 de maio, quando a profissional foi confundida com uma mulher transexual ao sair do banheiro feminino. (Veja vídeo abaixo)
Kely Moraes, que atua como personal trainer há três anos e também é fisiculturista, relatou que estava no banheiro se limpando após cair da moto e ferir o pé.
Ao sair, foi abordada por uma aluna da academia que a atacou verbalmente. Na sequência, um homem se juntou à agressora, bloqueando a entrada do local e tentando impedir que a profissional utilizasse o banheiro.
Parte da confusão foi registrada em vídeo pela própria vítima. Nas imagens, é possível ouvir a aluna exigindo que Kely apresentasse sua identidade, enquanto o homem, que aparece segurando uma garrafa rosa, sugere que ela use o banheiro do andar de baixo, alegando ser um espaço “inclusivo”. Kely, então, questiona: “porque eu sou o quê?”, e recebe como resposta: “é inclusa, é inclusiva, lá embaixo”. Ao tentar acessar o banheiro, ela foi fisicamente impedida pelos dois.
De acordo com Kely, essa não foi a primeira vez que sua identidade de gênero foi questionada por conta do porte físico, resultado da prática do fisiculturismo.
Após o episódio, ela foi acolhida por funcionários da unidade, que a acompanharam até a Delegacia de Boa Viagem para registrar um boletim de ocorrência.
Em nota, a Polícia Civil informou que o caso foi registrado como constrangimento ilegal, vias de fato e ameaça. Um inquérito foi instaurado e as investigações seguem em andamento “até a completa elucidação dos fatos”.
O caso aconteceu em uma unidade da rede Selfit, que ainda não se pronunciou oficialmente sobre o ocorrido.
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Com a decisão, será formada agora uma subcomissão responsável por conduzir as próximas etapas do processo disciplinar, incluindo a apuração detalhada dos fatos.
Segundo informações, os colegiais foram abordados por dois homens em uma motocicleta. Quando o mentor, de 42 anos, percebeu a ação e tentou atropelar os suspeitos.
De acordo com as investigações, ela relatou que teria sido mantida em uma área de vegetação por várias horas, junto com o marido, sofrendo tortura.
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