Em seu discurso, a parlamentar destacou a importância do cantor sertanejo para a cultura nordestina, ressaltando elementos que chamou de "pretitude" na obra do artista.
Vereador do Recife Eduardo Moura. Foto: Divulgação
Durante a sessão plenária desta terça-feira, 9 de dezembro, na Câmara Municipal do Recife, o vereador Eduardo Moura (NOVO) chamou atenção ao rebater um trecho do discurso da vereadora Cida Pedrosa (PCdoB), autora do Projeto de Lei que institui o ‘Dia Municipal do Rei do Baião’, aprovado com o voto favorável do parlamentar.
Em seu discurso, Cida destacou a importância de Luiz Gonzaga para a cultura nordestina, ressaltando elementos que chamou de “pretitude” na obra do artista.
Em resposta, Eduardo Moura afirmou considerar inadequada a tentativa de “ideologização” do legado de Gonzaga.
“Eu queria primeiro parabenizar pela ideia, porque o Dia do Rei do Baião para Luiz Gonzaga é muito meritoso, mas eu preciso fazer um aparte aqui quando a senhora fala que as letras de Gonzaga trazem uma ‘pretitude’. É como se a obra dele fosse baseada pelo fato dele ser negro. Isso reduz a relevância de Luiz Gonzaga à representação do sertanejo. Eu acho que ser nordestino é maior do que qualquer cor”, afirmou Moura.
O líder do NOVO na câmara lembrou que a força da obra gonzagueana está em sua capacidade de retratar a vida, os desafios e a identidade do povo nordestino, e não em recortes ideológicos.
“Trazer ideologia para Luiz Gonzaga é complicado. Ele representou um Nordeste inteiro, contando a vida do sertanejo, a saga de quem tinha que pegar um pau de arara ou migrar para São Paulo. Mesmo após vencer no Sul, ele nunca deixou de exaltar a sabedoria e a força do seu povo”, disse, citando ainda a música ‘Respeita Januário’, destacando o simbolismo da relação do artista com suas origens. “Nada vence a força do nordestino. Nem a tecnologia da época venceu Januário com seus oito baixos. Acho lindo o projeto, tem meu sim. Só não vamos trazer ideologia, porque Luiz Gonzaga está acima disso”, concluiu.
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Com a decisão, será formada agora uma subcomissão responsável por conduzir as próximas etapas do processo disciplinar, incluindo a apuração detalhada dos fatos.
Segundo informações, os colegiais foram abordados por dois homens em uma motocicleta. Quando o mentor, de 42 anos, percebeu a ação e tentou atropelar os suspeitos.
De acordo com as investigações, ela relatou que teria sido mantida em uma área de vegetação por várias horas, junto com o marido, sofrendo tortura.
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