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Carnaval Recife 2025: catadores reclamam de valores pagos pela Prefeitura e condições de trabalho

Segundo a gestão municipal, até a noite de terça-feira, 4 de março, os catadores recolheram 26 toneladas de materiais recicláveis nas ruas do Bairro do Recife.

Gabriel Alves

05 de março de 2025 às 08:45   - Atualizado às 09:04

Catador reciclável.

Catador reciclável. Foto: Sandro Barros / PMO

A coleta de materiais recicláveis no Bairro do Recife durante o Carnaval movimentou dezenas de catadores, que aproveitaram o alto consumo de bebidas para arrecadar latinhas e outros itens reutilizáveis.

Em entrevista ao g1, Gustavo da Silva, de 33 anos, trabalha na reciclagem e afirma que são necessárias 60 latinhas para completar um quilo de alumínio.

"Tem muita gente bebendo, mas também tem muita gente catando. Ontem consegui fazer R$ 100, trabalhando sem parar oito horas", contou ao g1.

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Segundo a Prefeitura do Recife, até a noite de terça-feira, 4 de março, os catadores recolheram 26 toneladas de materiais recicláveis nas ruas do Bairro do Recife.

O ponto de troca ofereceu R$ 7,50 por quilo de alumínio. No entanto, os catadores cadastrados na Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb) puderam receber R$ 8,50/Kg, desde que entregassem pelo menos 10 quilos do material.

"Tem ponto na Avenida Norte que compra a R$ 9. Conheço gente que preferiu não se cadastrar por conta disso", disse Jailson Oliveira, que optou por vender as latinhas no bairro de Santo Amaro.

Além do alumínio, outros materiais foram aceitos na central de reciclagem: PET (R$ 2,90/Kg), plástico (R$ 1/Kg), papel e papelão (R$ 0,40/Kg) e vidro (R$ 0,10/Kg).

Wallyson Câmara, de 22 anos, contou que no domingo de carnaval conseguiu arrecadar R$ 37.

"Deu para fazer só o dinheiro do comer", afirmou.

Ele buscava latinhas dentro dos pontos de descarte na Avenida Rio Branco.

Já Edenildo Nascimento, de 35 anos, e Pedro Júlio, de 19, trabalharam juntos para otimizar a coleta.

"Cada um fica de um lado da rua e vem pegando nos lixeiros. Junta tudo e, no final, divide por dois", explicou Edenildo.

Materiais dos catadores

Os catadores cadastrados deveriam receber um kit com colete, saco e luvas. No entanto, Pedro Júlio relatou que nem todos receberam os itens.

"Edenildo recebeu. Eu, não", disse.

As luvas distribuídas eram de plástico, material que não é ideal para o manuseio de alumínio. Alguns catadores, mesmo tendo recebido as luvas, optaram por não utilizá-las.

"Desse tipo não protege nada. Preferia daquelas mais grossas", afirmou Edenildo.

Na segunda-feira (3), o g1 conversou com Bruno Rodrigues, responsável pela empresa contratada para a gestão de resíduos no Carnaval. Ele informou que não foi possível fornecer luvas para todos os 1.111 catadores cadastrados.

As luvas distribuídas custaram entre R$ 2,40 e R$ 3,15, enquanto as mais resistentes têm um valor médio de R$ 6. Segundo Rodrigues, devido ao orçamento disponível, foi necessário escolher entre mais luvas de qualidade inferior ou um número menor de luvas mais adequadas.

A movimentação na central de reciclagem também indicou que o número de catadores não cadastrados superou em duas ou três vezes o de cadastrados pela prefeitura do Recife.

Da redação do Portal com informações do g1.

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