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Soldado assume ter matado e ateado fogo em cabo do Exército

O episódio ocorreu na tarde de sexta-feira, 5 de dezembro, no 1º Regimento de Cavalaria de Guardas, localizado no Setor Militar Urbano, no Distrito Federal.

Isabella Lopes

06 de dezembro de 2025 às 17:39   - Atualizado às 17:40

Soldado Kelvin Barros e cabo Maria de Lourdes Freire Matos.

Soldado Kelvin Barros e cabo Maria de Lourdes Freire Matos. Fotos: Reprodução/Redes Sociais.

O soldado Kelvin Barros da Silva, de 21 anos, assumiu que tirou a vida da cabo Maria de Lourdes Freire Matos, de 25 anos. O episódio ocorreu na tarde de sexta-feira, 5 de dezembro, no 1º Regimento de Cavalaria de Guardas, localizado no Setor Militar Urbano, no Distrito Federal

A Polícia Civil foi chamada para ir ao local, e agentes da 2ª Delegacia de Polícia, comandados pelo delegado Paulo Noritika, confirmaram que se tratava de um feminicídio.

Últimos momentos da vítima 

O delegado explicou que a cabo foi vista pela última vez na fanfarra do quartel, acompanhada de um soldado que desapareceu antes da chegada dos investigadores. Diante disso, equipes iniciaram buscas por Kelvin Barros, que acabou localizado pouco depois.
Ao ser encontrado, ele assumiu a responsabilidade pelo crime e apresentou detalhes do que teria acontecido.

Segundo Noritika, Kelvin contou que mantinha um relacionamento extraconjugal com a vítima. Durante uma discussão, Maria de Lourdes teria cobrado que ele encerrasse o namoro e assumisse publicamente o envolvimento entre os dois.

No depoimento, ele relatou que a militar “teria sacado sua arma de fogo”. O delegado disse que o soldado afirmou ter segurado a pistola enquanto ela tentava municiar a arma. Nesse momento, Kelvin afirmou ter alcançado a faca militar que estava presa à cintura da cabo e a golpeou no pescoço. A arma branca permaneceu na região atingida, segundo a Polícia Civil.

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Incêndio e fuga do local

O delegado relatou que Kelvin disse ter usado álcool e um isqueiro para incendiar a fanfarra antes de sair do quartel. Ele fugiu levando a pistola e depois teria se desfazido dela. O soldado não tinha antecedentes criminais e está sob custódia do Exército. Ele responderá por feminicídio, furto de arma, incêndio e fraude processual.

Maria de Lourdes havia ingressado recentemente na instituição para atuar como musicista. Ela foi encontrada já sem vida por equipes do Corpo de Bombeiros, que ajudaram a controlar o incêndio.

O Exército divulgou nota lamentando a morte e afirmou: “A família da militar está recebendo todo o apoio necessário do Comando Militar do Planalto neste momento de dor”. O 1º RCG também prestou homenagem à cabo, destacando a dedicação da jovem militar durante seu período de serviço.

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