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Policial acusado de feminicídio é expulso da PM de Pernambuco

De acordo com a Secretaria de Defesa Social (SDS), as investigações administrativas concluíram que Leonardo Vieira Gomes foi o autor do disparo que matou Amanda Carolina.

10 de junho de 2026 às 08:47   - Atualizado às 09:04

Amanda Carolina Pacheco Pereira, de 34 anos, foi morta em 12 de abril de 2025.

Amanda Carolina Pacheco Pereira, de 34 anos, foi morta em 12 de abril de 2025. Foto: Reprodução/Redes sociais

A Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) excluiu dos seus quadros o policial Leonardo Vieira Gomes, investigado pela morte da comerciante Amanda Carolina Pacheco Pereira, de 34 anos.

A decisão foi oficializada após a conclusão de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), que apontou graves violações aos deveres e princípios da carreira militar.

A punição, considerada a mais severa aplicada pela corporação, foi publicada no Diário Oficial desta terça-feira, 9 de junho. Com a medida, o ex-terceiro-sargento deixa de integrar a Polícia Militar por ter praticado condutas consideradas incompatíveis com a função policial.

De acordo com a Secretaria de Defesa Social (SDS), as investigações administrativas concluíram que Leonardo Vieira Gomes foi o autor do disparo que matou Amanda Carolina. O procedimento também apontou que, após o crime, o então policial deixou o local sem prestar socorro à vítima.

Segundo a apuração, o militar ainda teria tentado alterar a cena para dificultar as investigações. Entre os elementos analisados pelo PAD está a acusação de que ele colocou a própria arma na mão da comerciante com a intenção de criar a falsa impressão de que ela teria tirado a própria vida.

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Para a comissão responsável pelo processo disciplinar, a atuação do policial contrariou princípios éticos da corporação, o compromisso de preservação da vida e dispositivos previstos no Estatuto dos Militares de Pernambuco, justificando a exclusão a bem da disciplina.

O caso aconteceu na madrugada de 12 de abril de 2025, em uma residência localizada no bairro de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, onde Amanda estava. Após o episódio, Leonardo Vieira Gomes deixou o imóvel e, posteriormente, apresentou-se às autoridades policiais.

Na ocasião, ele chegou a ser preso em flagrante, mas acabou sendo colocado em liberdade após passar por audiência de custódia.

Além das consequências administrativas, o ex-policial também responde na esfera criminal. O Ministério Público o acusa pelos crimes de feminicídio e fraude processual, e o processo continua em tramitação na Justiça pernambucana.

Até o momento, não há data definida para o julgamento do caso. A defesa do investigado poderá apresentar os argumentos durante o andamento da ação penal, enquanto a Justiça analisa as provas reunidas ao longo das investigações.

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