Segundo a Polícia, as investigações começaram em dezembro de 2025, depois que um morador de Taguatinga procurou as autoridades relatando ter sido ameaçado por ligação.
Agentes da Polícia Civil em operação contra quadrilha no Grande Recife. Foto: PCDF/Divulgação
Uma organização criminosa suspeita de praticar extorsões telefônicas a partir de um presídio em Pernambuco foi alvo de 15 mandados judiciais na manhã desta quarta-feira, 4 de março. A operação foi deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e teve ações no Recife, em Jaboatão dos Guararapes e em Igarassu.
Segundo a corporação, as investigações começaram em dezembro de 2025, depois que um morador de Taguatinga procurou a polícia relatando ter sido ameaçado por telefone após buscar o contato de uma acompanhante em um site.
Conforme a apuração, ele passou a receber ligações de pessoas que se apresentavam como integrantes de facção criminosa. Sob intimidação, a vítima transferiu R$ 700 para os suspeitos.
As diligências indicaram que os responsáveis pelas chamadas estavam custodiados na Penitenciária de Igarassu, na Região Metropolitana do Recife. De dentro das celas, realizavam ligações durante a madrugada para vítimas em vários estados. A estimativa é de que pelo menos 40 pessoas tenham sido alvo do esquema.
Em um dos episódios investigados, os interlocutores diziam que a vítima teria denunciado a atuação de uma facção no bairro onde morava e que, por isso, seria “julgada”. De posse de informações pessoais, afirmavam que integrantes do grupo estariam na porta da residência e exigiam transferências bancárias para evitar uma suposta execução.
Ao todo, 11 pessoas foram identificadas, entre detentos, familiares e um adolescente. O grupo seria responsável por ativar linhas telefônicas e movimentar os valores obtidos com as ameaças.
Nesta quarta-feira, foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e dez de busca e apreensão. Também houve determinação de restrição de visitas na unidade prisional.
Os investigados devem responder por extorsão, organização criminosa e lavagem de dinheiro e permanecem à disposição da Justiça.
A operação foi coordenada pela 17ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga Norte, com apoio da Polícia Civil de Pernambuco (PCPE).
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Análises da perícia identificaram que o corpo da vítima estava no banco de trás de um carro. A corporação não descarta a hipótese do veículo ser roubado.
O suspeito tentou fugir, mas foi impedido com auxílio da pistola de eletrochoque.
A vítima foi convidada por um adolescente, colega de escola, para ir ao apartamento de um amigo dele na noite de 31 de janeiro, onde o crime ocorreu.
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