De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, foi revelado uma interconexão direta entre empresários locais e fundos operadores investigados pela operação.
Esquema do PCC investigado pela polícia. Imagem gerada por Inteligência Artificial
Policiais civis deflagraram nesta quarta-feira, 5 de novembro, a Operação Carbono Oculto 86, que investiga a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis.
Pelo menos 49 postos de combustível foram interditados em três estados: Piauí, Maranhão e Tocantins.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) informou que o grupo utilizava uma complexa estrutura de empresas de fachada, fundos de investimento e fintechs para lavar capitais ilícitos, fraudar o mercado de combustíveis e ocultar patrimônio.
“A investigação revelou interconexão direta entre empresários locais e os mesmos fundos e operadores financeiros investigados pela Operação Carbono Oculto, que integrou Receita Federal, Polícia Federal, Ministério Público de São Paulo e PM [Polícia Militar] paulista para desarticular um esquema nacional de lavagem de dinheiro de organizações criminosas".
Ainda de acordo com a SSP-PI, os 49 postos de combustíveis interditados estão localizados nos seguintes municípios do Piauí: Teresina, Lagoa do Piauí, Demerval Lobão, Miguel Leão, Altos, Picos, Canto do Buriti, Dom Inocêncio, Uruçuí, Parnaíba e São João da Fronteira.
No Maranhão, os estabelecimentos ficavam nas cidades de Peritoró, Caxias, Alto Alegre e São Raimundo das Mangabeiras; além de São Miguel do Tocantins.
Um relatório conjunto da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) e da Direção Nacional de Inteligência (DNI) da Colômbia revelou a crescente cooperação entre facções brasileiras como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) e grupos armados colombianos na chamada “Amazônia Compartilhada”, região de fronteira entre os dois países.
O documento, ao qual a Folha de S.Paulo teve acesso, aponta que o território amazônico se consolidou como um dos principais corredores do narcotráfico internacional, com conexões que chegam à África e à Europa.
De acordo com o relatório, os entorpecentes principalmente cloridrato de cocaína, pasta base e maconha tipo skunk seguem pela rota do Solimões, um extenso corredor fluvial que liga o Peru e a Colômbia ao interior do Brasil. O Comando Vermelho domina o comércio varejista de drogas nos estados do Amazonas, Pará, Acre e Rondônia, enquanto o PCC atua mais fortemente em Coari e Manaus, concentrando-se no tráfico internacional desde 2020.
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Thales Machado era genro do gestor municipal, Dione Araújo (UB), e escreveu, na noite da quarta-feira (11), uma carta aberta nas redes sociais.
As vendas de produtos eletrônicos eram feitas pela plataforma principal, mas os pagamentos eram redirecionados para empresas de fachada.
Juliana, de 27 anos, começou a passar mal rapidamente, com problemas respiratórios. Ela foi levada ao hospital, mas sofreu uma parada cardíaca e morreu.
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