Adolescente morto no Ceará. Foto: Divulgação
Um mês após o assassinato do adolescente Henrique Marques de Jesus, de 16 anos, ocorrido na vila de Jericoacoara, no Ceará, a investigação conduzida pela Polícia Civil trouxe à tona uma nova linha de motivação para o crime.
Inicialmente, havia sido especulado que o homicídio estaria relacionado a um gesto feito pelo adolescente em fotos publicadas na internet, supostamente interpretado como uma alusão a uma facção criminosa. No entanto, as apurações revelaram a camisa que o jovem estava usando tinha um símbolo associado a um grupo rival.
O delegado Júlio Morais, responsável pelo caso e atuante no município de Jijoca de Jericoacoara, explicou que depoimentos colhidos até o momento indicam que Henrique teria chamado a atenção dos traficantes ao chegar a um ponto de venda de drogas vestindo a tal camisa.
Segundo os suspeitos, a peça de roupa continha um símbolo relacionado a uma facção rival, levando os criminosos a considerarem que o adolescente poderia ser integrante do grupo adversário.
“No local, ele despertou a desconfiança dos traficantes pela camisa que usava, supostamente com um desenho ligado a outra organização criminosa. Isso desencadeou o julgamento precipitado, e os criminosos chegaram a acessar o celular de Henrique para buscar mais informações”, afirmou o delegado.
Apesar das declarações dos suspeitos, a camisa em questão não foi localizada pela polícia, assim como o celular da vítima. Os investigados afirmaram que o símbolo seria o desenho de uma meia-lua, mas detalhes sobre o objeto permanecem obscuros. No vídeo divulgado que mostra Henrique sendo levado pelos traficantes antes de ser morto, o jovem já aparece sem camisa.
De acordo com os suspeitos, ao mexerem no celular de Henrique, eles teriam encontrado imagens de armas, motos e referências a supostos grupos de WhatsApp ligados ao grupo rival. Até o momento, sete pessoas foram identificadas como participantes do crime, sendo que dois adolescentes já estão apreendidos e um terceiro aguarda decisão judicial para sua internação.
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A investigação aponta que o grupo utilizava empresas, apostas e rifas digitais para misturar recursos lícitos e ilícitos e adquirir bens de luxo.
Ambos foram condenados por homicídio qualificado cometido por motivo torpe, meio cruel, com impossibilidade de defesa da vítima e utilização de arma de uso restrito.
A operação também resultou na apreensão de diversas cédulas internacionais, como dólar, florim húngaro e dirham dos Emirados Árabes Unidos e barras de prata.
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