MC Ryan SP é apontado pela PF como líder de rede que teria lavado lucro do tráfico de 3t de cocaína Foto: Reprodução
A Polícia Federal afirma que uma rede chefiada pelo cantor MC Ryan SP teria sido responsável por lavar o lucro obtido com o tráfico de mais de três toneladas de cocaína na Operação Narco Fluxo.
O caso é desdobramento de Operação Narco Vela e Operação Narco Bet, que aprofundaram suspeitas de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e uso de empresas e plataformas digitais para ocultar valores ilícitos.
Na operação, a PF pediu bloqueio de até R$ 2,2 bilhões em bens de 77 investigados, por decisão do juiz Roberto Lemos dos Santos Filho da 5ª Vara Federal de Santos.
A investigação aponta que o grupo utilizava empresas, apostas e rifas digitais para misturar recursos lícitos e ilícitos e adquirir bens de luxo.
A defesa de MC Ryan SP não ter acesso ao processo e sustenta a legalidade das transações financeiras, confiando na comprovação da origem lícita dos valores.
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira, 15 de abril, a Operação Narco Fluxo para desarticular um grupo suspeito de movimentar R$ 1,6 bilhão do crime organizado. O MC Ryan SP foi preso durante a operação na Riviera de São Lourenço, no litoral paulista, enquanto Poze do Rodo foi detido no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio de Janeiro.
O Estadão pediu manifestação das defesas. O espaço está aberto.
Segundo as investigações, os envolvidos utilizavam um esquema estruturado para ocultar a origem do dinheiro, com operações financeiras de alto valor, transporte de grandes quantias em espécie e transações com criptoativos.
Cerca de 200 policiais federais cumprem 90 mandados judiciais, entre buscas e apreensões e prisões temporárias, expedidos pela 5ª Vara Federal em Santos (SP), em endereços nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.
A Justiça também determinou medidas para bloquear o patrimônio dos investigados, como o sequestro de bens e restrições à atuação de empresas ligadas ao grupo.
"As investigações continuam e os envolvidos poderão responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas", informou a PF em nota.
Durante a operação, os federais apreenderam veículos, dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos, que serão analisados para aprofundar as investigações.
Estadão Conteúdo
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