Influenciador dono da Choquei é preso na mesma operação que deteve MC Poze do Rodo e MC Ryan SP Foto: Reprodução
O dono da página Choquei, Raphael Sousa Oliveira, está entre os presos de uma operação deflagrada nesta quarta-feira, 15 de abril, pela Polícia Federal contra um esquema bilionário de lavagem de dinheiro. A prisão ocorreu em Goiânia.
Conhecida por reunir mais de 27 milhões de seguidores nas redes sociais, a página colocou o influenciador no centro da investigação, embora as autoridades ainda não tenham detalhado qual seria sua participação no suposto esquema.
A ofensiva policial ocorre em vários estados e mira uma organização suspeita de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão por meio de operações financeiras consideradas ilegais, incluindo o uso de dinheiro em espécie e criptoativos para ocultação de valores.
Além do influenciador, também foram detidos os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo. Até a última atualização, a defesa de Raphael Sousa Oliveira não havia se pronunciado.
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira, 15 de abril, a Operação Narco Fluxo para desarticular um grupo suspeito de movimentar R$ 1,6 bilhão do crime organizado. O MC Ryan SP foi preso durante a operação na Riviera de São Lourenço, no litoral paulista, enquanto Poze do Rodo foi detido no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio de Janeiro.
O Estadão pediu manifestação das defesas. O espaço está aberto.
Segundo as investigações, os envolvidos utilizavam um esquema estruturado para ocultar a origem do dinheiro, com operações financeiras de alto valor, transporte de grandes quantias em espécie e transações com criptoativos.
Cerca de 200 policiais federais cumprem 90 mandados judiciais, entre buscas e apreensões e prisões temporárias, expedidos pela 5ª Vara Federal em Santos (SP), em endereços nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.
A Justiça também determinou medidas para bloquear o patrimônio dos investigados, como o sequestro de bens e restrições à atuação de empresas ligadas ao grupo.
"As investigações continuam e os envolvidos poderão responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas", informou a PF em nota.
Durante a operação, os federais apreenderam veículos, dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos, que serão analisados para aprofundar as investigações.
De redação do Portal de Prefeitura com informações do Estadão Conteúdo
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