Polícia realiza operação contra influenciadores que divulgam o Jogo do Tigrinho. Fotos: Reprodução/ Redes Sociais
Uma operação realizada nesta quinta-feira, 7 de agosto, pela Polícia Civil do Rio de Janeiro mira 15 influenciadores digitais que usam as redes sociais para divulgar o jogo popularmente conhecido como "Jogo do Tigrinho" e outros semelhantes. Bia Miranda, Gato Preto e Mamau estão entre os alvos. A reportagem tenta contato com a defesa dos influenciadores.
Segundo a apuração, que também tem no foco Jenny Miranda, mãe de Bia, as personalidades usam as redes sociais para incentivar o jogo, com promessas enganosas de lucros fáceis, com o intuito de atrair seguidores para estas plataformas de apostas, que são proibidas no País.
Conforme a polícia, foram identificados sinais claros de enriquecimento incompatível com a renda declaradas pelos influenciadores.
A investigação aponta que eles ostentam nas redes sociais estilos de vida luxuosos, com viagens internacionais, carros de luxo e imóveis de alto padrão. Relatórios de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) revelaram movimentações bancárias suspeitas que ultrapassam a soma de R$ 4 bilhões.
Além da promoção de jogos ilegais, os investigados são suspeitos de integrar uma organização criminosa estruturada, com divisão de tarefas entre divulgadores, operadores financeiros e empresas de fachada.
A estrutura seria usada para ocultar a origem ilícita dos recursos, caracterizando lavagem de dinheiro. A polícia também identificou conexões entre alguns envolvidos e indivíduos com antecedentes ligados ao crime organizado, o que elevou o grau de complexidade da investigação.
Estadão Conteúdo
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Ainda de acordo com a polícia, durante a prisão também foram cumpridos mandados de busca e apreensão, com recolhimento de materiais que serão analisados no curso das investigações.
A investigação foi iniciada em 2023, com o objetivo de identificar e desarticular organização criminosa voltada à prática dos crimes de peculato, concussão e lavagem de dinheiro.
A investigação aponta que o grupo utilizava empresas, apostas e rifas digitais para misturar recursos lícitos e ilícitos e adquirir bens de luxo.
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