A investigação foi iniciada em 2023, com o objetivo de identificar e desarticular organização criminosa voltada à prática dos crimes de peculato, concussão e lavagem de dinheiro.
Operação investiga rachadinha na Alepe. (Fotos: Polícia Civil e Alepe)
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira, 15 de abril, a Operação Draft para investigar um esquema de desvio de recursos públicos na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).
A investigação foi iniciada em dezembro de 2023, com o objetivo de identificar e desarticular organização criminosa voltada à prática dos crimes de peculato, concussão e lavagem de dinheiro.
De acordo com as apurações, o prejuízo mínimo identificado é de R$ 2,8 milhões. Entre os alvos da ação estão servidores públicos e dois ex-deputados estaduais.
Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão nas cidades do Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana.
Durante a operação, os policiais apreenderam dinheiro em diferentes moedas e barras de prata. Também houve bloqueio de bens e contas bancárias por determinação da Justiça. Os nomes dos investigados não foram divulgados, segundo a Polícia Civil, para não comprometer o andamento do inquérito.
De acordo com a corporação, o esquema funcionava com a nomeação de assessores que não exerciam funções efetivas, mas eram obrigados a devolver grande parte dos salários ao grupo, prática conhecida como “rachadinha”.
As investigações ainda indicam que os valores desviados eram ocultados por meio de contas em nome de terceiros, com depósitos fracionados e operações financeiras simuladas para dificultar o rastreamento do dinheiro. Responsável pelo caso, o delegado Juliano de Medeiros afirmou que os desvios teriam ocorrido entre os anos de 2015 e 2019.
As investigações foram assessoradas pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Pernambuco (Dintel), pelo Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB/LD) e contam ainda com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público (Gaeco/MPPE) e da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim).
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A investigação aponta que o grupo utilizava empresas, apostas e rifas digitais para misturar recursos lícitos e ilícitos e adquirir bens de luxo.
Ambos foram condenados por homicídio qualificado cometido por motivo torpe, meio cruel, com impossibilidade de defesa da vítima e utilização de arma de uso restrito.
A operação também resultou na apreensão de diversas cédulas internacionais, como dólar, florim húngaro e dirham dos Emirados Árabes Unidos e barras de prata.
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