Site de apostas ''Fortune tiger'' e agentes da polícia civil Arte: Portal de Prefeitura/divulgação
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), deflagrou operação nas primeiras horas desta quarta-feira, 6 de maio, para desarticular, um sofisticado esquema criminoso que movimentou cerca de R$ 11 milhões em fraudes dentro de plataformas de apostas virtuais, como o chamado “Jogo do Tigrinho”.
A ação, coordenada pela 18ª Delegacia de Polícia Civil de Brazlândia, cumpriu mandados de busca e apreensão em sete unidades da Federação, além do bloqueio de quantias milionárias nas contas dos investigados.
A operação, que cruzou as fronteiras do Distrito Federal, cumpre mandados em Goiás, São Paulo, Maranhão, Paraíba, Rio de Janeiro e Bahia. O alvo central da investigação é uma estrutura piramidal de ilusão: influenciadores digitais que, sem profissão definida, ostentavam fortunas nas redes sociais enquanto induziam milhares de seguidores ao prejuízo financeiro.
Ao todo, nove pessoas foram alvo das investigações policiais, suspeitas de integrar a organização criminosa, com divisão clara de tarefas e atuação coordenada em diferentes regiões do país.
As investigações começaram após a identificação de atividades suspeitas ligadas à divulgação de ganhos irreais em plataformas de apostas. No epicentro do escândalo em Brazlândia, estão Roberth Lucas, 24 anos, e Eduarda Cavalcante, 21. Para os seguidores da dupla, a rotina era um sonho: resorts à beira-mar com águas cristalinas, maços de notas de R$ 100 exibidos diante das câmeras, passeios de lancha, compras e roupas de grife, pagas em espécie.
Em um dos vídeos analisados pela polícia, Roberth aparece realizando o pagamento de uma compra de alto valor utilizando diversas notas de R$ 100, exibidas de forma ostensiva aos seguidores.
As investigações da Polícia Civil continuam com objetivo de 'desmantelar' com planejamento de acabar completamente com a estrutura da quadrilha e 'desarticular' em busca de quebrar a organização.
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