Conforme a denúncia, o acusado utilizou acetona, produto inflamável usado como removedor de esmalte, para incendiar o corpo da vítima.
06 de junho de 2026 às 12:41 - Atualizado às 12:50
Fórum Thomaz de Aquino no Recife. Foto: Reprodução/Google Street View
O Tribunal do Júri do Recife condenou, nesta sexta-feira, 5 de junho, Alex Lima Tomaz da Silva a 33 anos, 9 meses e 10 dias de prisão pelo assassinato da companheira, Danielle Priscila Melo da Silva.
O crime ocorreu em janeiro de 2024, no bairro da Bomba do Hemetério, na Zona Norte da capital pernambucana, e teve grande repercussão pela violência empregada contra a vítima.
O julgamento foi realizado no Fórum Thomaz de Aquino, no bairro de Santo Antônio, e a sentença foi proferida pela juíza Maria Segunda Gomes de Lima, titular da 4ª Vara do Tribunal do Júri da Capital. A defesa do réu ainda poderá apresentar recurso contra a decisão.
De acordo com a investigação, Danielle foi atacada dentro da casa onde vivia com o companheiro. Conforme a denúncia, o acusado utilizou acetona, produto inflamável normalmente usado como removedor de esmalte, para incendiar o corpo da vítima.
Ela sofreu queimaduras graves, classificadas como de segundo e terceiro graus, em diversas regiões do corpo. Após o ataque, foi encaminhada para o Hospital da Restauração, no Recife, onde permaneceu internada por vários dias.
Apesar dos esforços da equipe médica, Danielle não resistiu aos ferimentos e morreu em 25 de janeiro de 2024, uma semana após o crime.
O Ministério Público de Pernambuco sustentou durante o julgamento que o homicídio foi praticado com circunstâncias que aumentam a gravidade da pena.
Entre as qualificadoras reconhecidas pelo júri estão o emprego de meio cruel, o recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e o feminicídio, por se tratar de um crime cometido em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher.
As investigações também apontaram que o acusado sofreu queimaduras durante a ação criminosa e chegou a receber atendimento médico.
Após a morte de Danielle, a Polícia Civil deu continuidade às diligências que resultaram na prisão de Alex Lima Tomaz da Silva, ocorrida em 12 de abril de 2024.
Desde então, ele permanecia recolhido à disposição da Justiça. A defesa do condenado pode recorrer da decisão.
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Um terceiro homem, apontado nas informações iniciais como autor dos disparos, também morreu no local após uma troca de tiros.
Marcellis Blackwell cometeu os crimes enquanto trabalhava como agente no Missouri (EUA); o acusado declarou que parte das vítimas estava imobilizada sob sua custódia.
Durante patrulhamento pela região, os agentes foram acionados para prestar auxílio a uma gestante que estava em trabalho de parto na Comunidade do Caranguejo
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