Desigualdade social que atinge comunidades como o Pilar, no Bairro do Recife. Foto: Hesíodo Goes/Esp DP
Recife ocupa a segunda posição no ranking das capitais mais desiguais do Brasil, segundo o Mapa da Desigualdade entre as Capitais Brasileiras, divulgado pelo Instituto Cidades Sustentáveis. O levantamento analisou indicadores relacionados à renda, saúde, educação, saneamento, habitação, violência e meio ambiente nas 26 capitais estaduais do país.
De acordo com os dados, a capital pernambucana ficou atrás apenas de Porto Velho (RO) e à frente de cidades como Belém, Manaus, Rio Branco, Maceió e Salvador. O estudo atribuiu a Recife uma pontuação de 392 pontos no índice geral de desigualdade.
A pesquisa é considerada uma das mais abrangentes do país sobre as condições de vida nos grandes centros urbanos, reunindo informações de diversas bases oficiais para medir diferenças sociais e econômicas dentro das capitais brasileiras.
Segundo o levantamento, Recife apresenta dificuldades em indicadores ligados à renda, habitação, saneamento básico e condições sociais. Esses fatores influenciaram diretamente a posição da cidade entre as capitais com maiores níveis de desigualdade.
O estudo destaca que a desigualdade urbana não se resume apenas à renda da população, mas também ao acesso a serviços públicos, infraestrutura, mobilidade, oportunidades educacionais e condições de moradia.
Na prática, os indicadores revelam diferenças significativas entre bairros e regiões da cidade, refletindo contrastes históricos no desenvolvimento urbano da capital pernambucana.
Entre as capitais do Nordeste, Recife figura entre as piores colocadas no ranking nacional. Além da capital pernambucana, cidades como Maceió, Salvador, São Luís e Aracaju também aparecem entre os municípios com maiores índices de desigualdade.
O levantamento aponta ainda que as regiões Norte e Nordeste concentram a maior parte das capitais com resultados mais críticos, evidenciando desafios estruturais que persistem há décadas.
O Mapa da Desigualdade entre as Capitais Brasileiras é utilizado como instrumento de monitoramento social e urbano. A partir dos indicadores analisados, pesquisadores e gestores públicos conseguem identificar áreas prioritárias para investimentos e ações voltadas à redução das desigualdades.
Apesar dos avanços registrados em alguns indicadores sociais nos últimos anos, os dados mostram que Recife ainda enfrenta obstáculos importantes para reduzir as diferenças de acesso a renda, infraestrutura e serviços essenciais.
O estudo reforça que a desigualdade continua sendo um dos principais desafios das grandes cidades brasileiras e coloca Recife no centro desse debate ao aparecer como a segunda capital mais desigual do país.
| Posição | Capital | Pontuação |
|---|---|---|
| 1º | Curitiba | 677 |
| 2º | Florianópolis | 672 |
| 3º | Belo Horizonte | 615 |
| 4º | Palmas | 607 |
| 5º | São Paulo | 594 |
| 6º | Vitória | 590 |
| 7º | Cuiabá | 583 |
| 8º | Porto Alegre | 580 |
| 9º | Goiânia | 578 |
| 10º | Campo Grande | 549 |
| 11º | Rio de Janeiro | 548 |
| 12º | Natal | 516 |
| 13º | Boa Vista | 498 |
| 14º | Teresina | 473 |
| 15º | Aracaju | 468 |
| 16º | João Pessoa | 463 |
| 17º | Salvador | 438 |
| 18º | Macapá | 435 |
| 19º | São Luís | 435 |
| 20º | Fortaleza | 431 |
| 21º | Maceió | 428 |
| 22º | Rio Branco | 424 |
| 23º | Manaus | 417 |
| 24º | Belém | 393 |
| 25º | Recife | 392 |
| 26º | Porto Velho | 373 |
Com 392 pontos, Recife ficou na 25ª posição entre as 26 capitais brasileiras, sendo apontada pelo levantamento como a segunda capital mais desigual do país, atrás apenas de Porto Velho. O resultado evidencia desafios históricos relacionados à renda, moradia, saneamento, mobilidade urbana e acesso a serviços públicos, segundo os indicadores analisados pelo Mapa da Desigualdade.
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