Ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil
O ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, foi preso na manhã desta quinta-feira, 13 de novembro, durante uma operação da Polícia Federal (PF) que apura um esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões.
Stefanutto havia sido demitido em abril, após ser afastado do cargo quando o escândalo de fraudes no órgão veio à tona. Ele é alvo de um dos dez mandados de prisão cumpridos nesta nova fase da Operação Sem Desconto, conduzida pela PF em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU).
Além da prisão do ex-presidente do INSS, a operação também cumpre mandados de busca e apreensão contra o deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e o ex-ministro da Previdência Social José Carlos Oliveira.
De acordo com fontes da PF, José Carlos Oliveira — que chefiou o ministério durante o governo Jair Bolsonaro — também é alvo de uma ordem judicial para uso de tornozeleira eletrônica.
As ações desta quinta-feira ocorrem em 15 estados — Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins — e no Distrito Federal.
O presidente da CPI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), determinou a prisão, na madrugada do dia 4 de outubro, de Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA). O pedido foi feito pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL). É a terceira prisão da CPI.
"Em uma série de oportunidades, o depoente, estando na condição de testemunha, fez afirmação falsa, negou e calou a verdade", disse Viana.
"Em nome dos aposentados, quase 240 mil que a CBPA enganou, senhor Abraão Lincoln da Cruz, o senhor está preso".
Para fundamentar o pedido, Gaspar mencionou quatro episódios. O primeiro foi o silêncio mantido sobre conhecer Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, o que teria se caracterizado como tentativa de calar a verdade; o segundo, foi a declaração sobre a relação com Gabriel Negreiros. Abraão Lincoln disse ter relação "institucional". O relator apontou que a relação era mais próxima.
O terceiro caso foi sobre quando não informou que Adelino Rodrigues Junior tinha amplos poderes para mover recursos da CBPA.
"Em ambas, fez afirmações falsas e calou a verdade", diz Gaspar.
3
4
08:02, 05 Mar
27
°c
Fonte: OpenWeather
Ele estava internado no Hospital João XXIII, em Minas Gerais, para onde foi levado após ser preso no âmbito de uma investigação que apura um suposto esquema bilionário de fraudes.
Alvo da Operação Compliance Zero, pastor e advogado é investigado por suspeita de envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro e manipulação financeira.
O banqueiro também mantinha interlocução próxima com dois servidores que ocupavam posições estratégicas no Banco Central (BC).
mais notícias
+