O edital oferece 80 vagas suplementares para o curso de Medicina, voltadas a estudantes vinculados ao Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera).
Alfredo Gomes, reitor da UFPE. Foto: Reprodução
O reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Alfredo Gomes, fez um pronunciamento nesta sexta-feira, 10 de outubro, após o Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) restabelecer o edital que cria uma turma especial do curso de Medicina voltada a estudantes ligados ao Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera). (Veja vídeo abaixo)
Em vídeo, o reitor criticou a postura de políticos que tentaram barrar a iniciativa e defendeu o papel social da universidade pública.
“Gente, precisamos conversar seriamente sobre a postura de alguns políticos. Afinal, para onde foi o compromisso com as pessoas, o cuidado com quem mais precisa? (…) São quase sempre políticos de extrema-direita que, distorcendo a verdade, agiram contra a democratização da educação e contra o direito de gente simples ter acesso à formação em medicina. Difamaram, ameaçaram, judicializaram e tentaram impedir que essas pessoas pudessem mudar suas vidas, as vidas de suas famílias e de suas comunidades”, declarou o reitor.
Veja vídeo:
A fala ocorreu após o TRF5 suspender a liminar da 9ª Vara Federal de Pernambuco, que havia interrompido o processo seletivo da UFPE no início da semana.
Com a nova decisão, o edital que oferece 80 vagas suplementares para o curso de Medicina no campus de Caruaru volta a ter validade.
O reitor classificou as ações contra o edital como “agressões desmedidas” à educação pública e à autonomia universitária.
“Chegamos ao limite da irresponsabilidade. Chegamos ao limite do cinismo, da manipulação maldosa da informação e da distorção da verdade. Não aceitamos o ataque à autonomia da Universidade Pública. Vai ter turma de Medicina do Pronera na UFPE, sim, porque é justo, é necessário e urgente. A educação muda tudo”, afirmou.
Os vereadores Thiago Medina (PL) e Tadeu Calheiros (MDB) moveram ações na justiça para que a criação da turma fosse suspensa.
Ambos alegaram que o curso de Medicina não estaria alinhado aos objetivos do Pronera e que o modelo de seleção contrariaria a Lei de Cotas, argumentos rejeitados pelo TRF5.
Em nota, a UFPE destacou que o Pronera é uma política pública consolidada desde 1998, voltada à formação de jovens e adultos de áreas rurais e assentamentos da reforma agrária, em parceria com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). As turmas especiais do programa são financiadas integralmente pelo Incra, sem interferir nas vagas regulares da universidade.
Com a decisão do TRF5, a UFPE retoma o processo seletivo.
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