Operação conjunta do Ministério Público do Trabalho, da SRTb/PE e agentes de PRF encontraram 73 pessoas que prestavam serviços se situação precária para construtoras em municípios do Litoral Sul do estado.
Alojamento de trabalhadores de condomínio de luxo em Pernambuco Foto: MPT-PE/ Divulgação
Em operação conjunta, 73 trabalhadores foram resgatados de situação análoga à escravidão no Litoral Sul de Pernambuco, área de grande fluxo de turistas.
Os trabalhadores, que prestavam serviço para empresas do setor de construção civil, foram encontrados em alojamentos insalubres e superlotados.
Também há queixas de transporte irregular para os locais das obras e ausência de registro de trabalho em alguns casos.
Participaram da força-tarefa procuradoras do Ministério Público do Trabalho (MPT) em Pernambuco, auditores fiscais da Superintendência Regional do Trabalho em Pernambuco (SRTb/PE) e agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Os trabalhadores resgatados prestavam serviços para construtoras que executam obras em praias da região.
“Esses trabalhadores eram arregimentados em suas cidades natais, e levados para esses alojamentos. Eles vinham de vários municípios do Estado, como Palmares e Caruaru”, comentou a procuradora-chefe do MPT em Pernambuco, Ana Carolina Lima Vieira, que participou da força-tarefa.
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As procuradoras do Trabalho Gabriela Maciel e Jailda Pinto também participaram da iniciativa, bem como agentes de Segurança Institucional do órgão ministerial.
Apesar da promessa de trabalho, os trabalhadores precisavam arcar com os custos dos alojamentos - um deles conhecido como “Carandiru” -, além da aquisição de utensílios básicos, como geladeira, fogão, cama e ventilador.
“Alguns dos trabalhadores resgatados relataram que recebiam cerca de R$ 80 para os custos com a moradia e alimentação. Para conseguir se manter, eles se reuniam em grupos de 12 a 16 pessoas que dividiam um apartamento com uma sala pequena, três quartos, cozinha e dois banheiros. Havia pessoas que dormiam na cozinha e na sala. Eles mesmos construíam as camas em que dormiam com madeiras descartadas das obras”, relatou Jailda Pinto.
A fiscalização também identificou riscos na parte estrutural e elétrica dos alojamentos.
Para além das questões envolvendo os alojamentos insalubres, os relatos de alguns dos resgatados na força-tarefa dão conta de que parte dos trabalhadores não tinham registro na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) ou qualquer tipo de contrato de trabalho.
“Como a jornada de trabalho era de 7h às 17h, algumas empresas forneciam, apenas, o café da manhã e o almoço nos locais das construções. O jantar não era ofertado aos trabalhadores, que muitas vezes faziam refeições inadequadas e sem valor nutricional, além de também precisar custeá-las”, destacou Gabriela Maciel.
Quanto ao transporte dos trabalhadores dos alojamentos para as obras, também há relatos de que alguns eram transportados em caminhões caçamba, sem qualquer tipo de segurança.
O resgate aconteceu nos dias 19 e 20 de agosto. Desde então, o MPT em Pernambuco tem realizado audiências com o intuito de firmar Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com as empresas envolvidas no caso.
O TAC prevê a regularização da situação dos trabalhadores, o pagamento de dano moral individual aos trabalhadores resgatados, além de dano moral coletivo e obrigações de não fazer dos empregadores, além de pagamento de multa.
Os trabalhadores receberam, ainda, três parcelas do Seguro-Desemprego do Trabalhador Resgatado. O Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) de Ipojuca prestaram assistência aos trabalhadores.
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Vale destacar que a governadora Raquel Lyra confirmou que vai realizar um certame destinado a Segurança Pública neste ano.
Os eventos começam cedo e se estendem até a noite, com atividades gratuitas e pagas espalhadas pelos principais pontos das cidades.
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