Entre 8 e 30 de novembro, nove médicos morreram no estado, levantando debates sobre saúde mental da categoria, embora causas oficiais não estejam confirmadas.
Esgotamento emocional e estresse na profissão médica Foto: Reprodução/IA
Em novembro de 2025, nove médicos de Pernambuco, sete homens e duas mulheres, com idades entre 26 e 91 anos, morreram em um período de aproximadamente 30 dias, segundo registros do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). Pelo menos quatro dessas mortes ocorreram em dois dias específicos, nos dias 16 e 30 de novembro. As informações foram divulgadas em notas de pesar pelo conselho e repercutiram amplamente na imprensa local e nacional.
Embora não haja confirmação oficial das causas de morte de todos os casos, especialistas e relatos públicos apontam suspeitas problemas de estresse em algumas situações. Uma psicóloga que perdeu uma filha médica destacou que o número e o padrão temporal das mortes geram preocupação sobre esgotamento emocional e estresse na profissão médica.
É importante destacar que essas interpretações não substituem dados oficiais. Apenas laudos médicos ou atestados de óbito podem confirmar causas como suicídio, e nem todos os casos tiveram essa confirmação divulgada publicamente.
A repercussão desses eventos trouxe à tona discussões sobre saúde emocional e mental dos profissionais de saúde. Especialistas afirmam que médicos estão sujeitos a longas jornadas, alta pressão emocional e riscos constantes, fatores que podem contribuir para estresse elevado e esgotamento. A sequência de mortes em Pernambuco reforça a necessidade de políticas públicas voltadas para apoio psicológico e prevenção do adoecimento mental na classe médica.
O episódio reforça a urgência de atenção à saúde mental no setor de saúde, mostrando que o debate público sobre apoio a profissionais médicos é tão importante quanto a assistência prestada aos pacientes.
Fiscalização constatou ausência de diretor técnico, falhas estruturais e carência de equipamentos básicos; órgão alerta para riscos à segurança de gestantes e recém-nascidos.
O Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) identificou irregularidades graves na Maternidade Padre Geraldo Leite Bastos, localizada no Cabo de Santo Agostinho, durante vistoria realizada em 29 de setembro de 2025. O relatório nº 1158/2025, assinado pelo médico fiscal Dr. Sylvio de Vasconcellos e Silva Neto (CRM-PE 10589), foi motivado por uma denúncia do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e por solicitação do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe).
A inspeção, realizada sem aviso prévio, revelou que a unidade não possui diretor técnico médico, requisito obrigatório para o funcionamento de qualquer serviço de saúde segundo o Decreto Federal nº 20.931/1932. O último responsável, Dr. Carlos Alberto Anez Bello, havia pedido demissão em fevereiro e, até a data da vistoria, nenhum substituto havia sido nomeado.
O relatório do Cremepe aponta ainda que a maternidade funciona 24 horas por dia, realizando atendimentos de obstetrícia, mastologia e ultrassonografia, mas sem Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA) e sem Unidade de Terapia Intensiva (UTI) estruturas obrigatórias para unidades com centro cirúrgico.
A fiscalização também registrou problemas de infraestrutura, como infiltrações, trincas e climatização inadequada no centro cirúrgico, onde a temperatura foi descrita como “elevada e desconfortável”. Além disso, faltam comissões obrigatórias de Controle de Infecção, Ética Médica, Revisão de Óbitos e Segurança do Paciente.
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Fonte: OpenWeather
De acordo com o comunicado, a atuação do Vórtice Ciclônico em Altos Níveis, em associação com a confluência dos ventos em baixos níveis é o responsável pela condição climática.
Ações de segurança viária serão intensificadas até o final da quarta-feira (18), para coibir comportamentos imprudentes e proporcionar mais segurança a quem vai viajar nessa época.
Quando o recurso do pagamento for próprio do município será até 30 dias úteis e quando da União ou Estado pode chegar até 60 dias úteis.
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