Pernambuco, 24 de Outubro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Justiça suspende novamente retirada de muro no Pontal de Maracaípe, em Ipojuca

Ibama confirmou a nova decisão judicial, mas informou que ainda não recebeu a sentença com os detalhes da determinação.

Ricardo Lélis

24 de outubro de 2026 às 17:24   - Atualizado às 17:27

Muro construído na praia do Pontal de Maracaípe.

Muro construído na praia do Pontal de Maracaípe. Foto: Reprodução/TV Globo

A retirada do muro construído no Pontal de Maracaípe, em Ipojuca, no Litoral Sul de Pernambuco, foi novamente suspensa por decisão judicial.

A informação foi confirmada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que informou ainda não ter recebido a sentença com os detalhes da determinação.

A nova decisão interrompe o procedimento de remoção integral da estrutura, cuja demolição havia sido determinada pela Justiça Federal em maio de 2026.

Na ocasião, a 35ª Vara Federal de Pernambuco estabeleceu um prazo para que o responsável retirasse o muro voluntariamente e autorizou os órgãos ambientais a executar a medida caso a ordem não fosse cumprida.

Em comunicado, o Ibama confirmou a suspensão.

Veja Também

“Uma nova decisão judicial determinou a suspensão da remoção do muro de Maracaípe, em Ipojuca (PE). Até o momento, o Ibama não recebeu a sentença”, informou o órgão.

Com isso, a retirada da estrutura volta a enfrentar um impasse judicial. Até o momento, os termos da nova decisão não foram detalhados pelo instituto, o que impede esclarecer quais fundamentos levaram à suspensão e por quanto tempo a medida permanecerá em vigor.

Muro ultrapassou extensão autorizada e foi alvo de questionamentos ambientais

O muro do Pontal de Maracaípe foi construído com troncos de coqueiros e sacos de ráfia preenchidos com areia. A estrutura recebeu autorização inicial da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), em julho de 2022, para uma extensão de até 250 metros. A justificativa apresentada era conter o avanço da erosão costeira.

Posteriormente, porém, a construção chegou a aproximadamente 570 metros, conforme apontado em perícia judicial. A diferença entre a extensão autorizada e o tamanho identificado pelos peritos passou a integrar os questionamentos sobre a regularidade da intervenção.

A estrutura também foi contestada por órgãos ambientais, moradores e ambientalistas devido aos possíveis impactos sobre a faixa de praia e os ecossistemas costeiros da região.

Entre os problemas identificados no laudo pericial estão a ocupação de áreas públicas, a interferência em áreas protegidas de restinga e manguezal e a presença de materiais plásticos sujeitos à degradação ambiental. O documento também apontou restrições à circulação de pedestres e possíveis efeitos sobre áreas utilizadas por tartarugas marinhas para desova.

Diante das irregularidades identificadas, a CPRH revogou a autorização ambiental e determinou a retirada do muro. A controvérsia passou, então, a envolver tanto a legalidade da construção quanto os procedimentos necessários para a remoção da estrutura.

Tentativas de retirada foram interrompidas por disputas judiciais

A primeira tentativa de retirada do muro ocorreu em janeiro de 2025, quando a CPRH iniciou os trabalhos de remoção. A intervenção, no entanto, acabou interrompida em meio a uma nova disputa judicial. Parte da estrutura retirada começou a ser reconstruída horas depois, prolongando o impasse em torno da construção.

Em maio de 2026, a Justiça Federal voltou a determinar a demolição integral. A decisão da 35ª Vara Federal de Pernambuco estabeleceu prazo para que o responsável realizasse a retirada voluntária do muro e providenciasse a destinação adequada dos resíduos resultantes da operação.

O prazo terminou em junho sem que a estrutura fosse removida integralmente. Diante do descumprimento da determinação, o Ibama e a CPRH ficaram autorizados a executar a retirada, com a possibilidade de cobrar do responsável os custos dos serviços.

A nova suspensão judicial, contudo, interrompe mais uma vez o andamento da medida. Sem acesso à sentença mais recente, o Ibama ainda não detalhou os efeitos práticos da decisão sobre os procedimentos previstos para a demolição.

O caso mantém em discussão a intervenção realizada no Pontal de Maracaípe, área costeira de Ipojuca que reúne ambientes naturais sensíveis. Enquanto a disputa judicial prossegue, permanecem em debate a regularidade da estrutura, os impactos ambientais apontados na perícia e as condições para uma eventual retirada definitiva do muro.

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

18:34, 24 Out

Imagem Clima

28

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Obra em Olinda.
Compromisso

Olinda avança com obras de recapeamento e prevê novas intervenções em ruas e avenidas

Cronograma de outubro reúne vias com asfaltamento concluído, obras em andamento e trechos que dependem de serviços complementares.

Carreta da Mulher.
Serviço

Carreta da Mulher oferece exames e consultas especializadas em Jaboatão a partir de segunda (26)

Unidade móvel ficará no Terminal de Ônibus de Dom Helder, das 8h às 17h, com serviços voltados à saúde feminina.

Motos aquáticas foram mobilizadas para buscas no perímetro entre o Pina e Boa Viagem.
Buscas

Barraqueiro desaparece ao tentar salvar turista de afogamento em Boa Viagem, no Recife

Rafael Vitor Correia da Silva, de 28 anos, tentou socorrer uma mulher em área com corrente de retorno; bombeiros mobilizaram helicóptero, drone e motos aquáticas.

mais notícias

+

Newsletter