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História de Pernambuco será disciplina obrigatória na rede estadual em 2026

Conteúdo será ofertado nos anos finais do ensino fundamental II das escolas integrais e terá carga horária de 160 horas.

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16 de janeiro de 2026 às 14:48   - Atualizado às 14:58

Raquel Lyra com alunos de Pernambuco

Raquel Lyra com alunos de Pernambuco Foto: Governo de Pernambuco/ SECOM

A História de Pernambuco passará a integrar oficialmente a grade curricular obrigatória da rede estadual de ensino a partir de 2026. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado e será aplicada às turmas dos anos finais do ensino fundamental II nas escolas estaduais de Educação Integral, abrangendo unidades com jornadas de 30, 35 e 45 horas semanais.

De acordo com a normativa, a disciplina fará parte da Parte Diversificada do Currículo (PD) e contará com carga horária total de 160 horas. Ao todo, 342 escolas estaduais deverão adotar o novo componente curricular já no próximo ano letivo.

Disciplina reforça identidade cultural e diversidade histórica

A inclusão da História de Pernambuco como matéria obrigatória busca ampliar o reconhecimento da importância do estado na formação histórica, política e cultural do Brasil. O texto oficial destaca que o ensino da História deve contemplar as contribuições das diferentes culturas e etnias, com ênfase nas matrizes indígena, africana e europeia, assegurando uma abordagem plural e representativa.

Especialistas em educação avaliam que a medida corrige uma lacuna histórica no currículo escolar, tradicionalmente centrado em acontecimentos do eixo Sul-Sudeste. A nova disciplina permite que os estudantes tenham contato mais aprofundado com processos, movimentos e personagens locais que tiveram papel decisivo na construção do país.

Valorização da história regional no ambiente escolar

Para a professora de História Theila Soares, formada pela Universidade de Pernambuco (UPE), a iniciativa vai além do cumprimento de uma exigência curricular. Segundo ela, estudar a história do estado fortalece o sentimento de pertencimento e contribui para a formação de cidadãos críticos.

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A docente ressalta que Pernambuco costuma aparecer de forma superficial em livros didáticos nacionais. Revoluções e movimentos históricos ocorridos no estado, como a Revolução Pernambucana e a Insurreição Pernambucana, muitas vezes recebem pouco destaque ou são tratados de maneira genérica, o que dificulta a compreensão da relevância regional no contexto nacional.

Impacto na formação dos estudantes

A expectativa da Secretaria de Educação é que a nova disciplina contribua para aproximar os estudantes de sua realidade social e cultural. O contato contínuo com a história local pode ajudar a desconstruir estereótipos e estimular o interesse por produções culturais e intelectuais do próprio estado.

Além disso, a regulamentação também reforça o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena como componente específico, alinhando-se às diretrizes nacionais de valorização da diversidade e combate às desigualdades educacionais.

Com a mudança, Pernambuco se junta a outros estados que vêm apostando na regionalização do currículo como estratégia para tornar o ensino mais contextualizado, fortalecer identidades locais e ampliar o protagonismo dos estudantes dentro e fora da sala de aula.

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