Raquel Lyra com alunos de Pernambuco Foto: Governo de Pernambuco/ SECOM
A História de Pernambuco passará a integrar oficialmente a grade curricular obrigatória da rede estadual de ensino a partir de 2026. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado e será aplicada às turmas dos anos finais do ensino fundamental II nas escolas estaduais de Educação Integral, abrangendo unidades com jornadas de 30, 35 e 45 horas semanais.
De acordo com a normativa, a disciplina fará parte da Parte Diversificada do Currículo (PD) e contará com carga horária total de 160 horas. Ao todo, 342 escolas estaduais deverão adotar o novo componente curricular já no próximo ano letivo.
A inclusão da História de Pernambuco como matéria obrigatória busca ampliar o reconhecimento da importância do estado na formação histórica, política e cultural do Brasil. O texto oficial destaca que o ensino da História deve contemplar as contribuições das diferentes culturas e etnias, com ênfase nas matrizes indígena, africana e europeia, assegurando uma abordagem plural e representativa.
Especialistas em educação avaliam que a medida corrige uma lacuna histórica no currículo escolar, tradicionalmente centrado em acontecimentos do eixo Sul-Sudeste. A nova disciplina permite que os estudantes tenham contato mais aprofundado com processos, movimentos e personagens locais que tiveram papel decisivo na construção do país.
Para a professora de História Theila Soares, formada pela Universidade de Pernambuco (UPE), a iniciativa vai além do cumprimento de uma exigência curricular. Segundo ela, estudar a história do estado fortalece o sentimento de pertencimento e contribui para a formação de cidadãos críticos.
A docente ressalta que Pernambuco costuma aparecer de forma superficial em livros didáticos nacionais. Revoluções e movimentos históricos ocorridos no estado, como a Revolução Pernambucana e a Insurreição Pernambucana, muitas vezes recebem pouco destaque ou são tratados de maneira genérica, o que dificulta a compreensão da relevância regional no contexto nacional.
A expectativa da Secretaria de Educação é que a nova disciplina contribua para aproximar os estudantes de sua realidade social e cultural. O contato contínuo com a história local pode ajudar a desconstruir estereótipos e estimular o interesse por produções culturais e intelectuais do próprio estado.
Além disso, a regulamentação também reforça o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena como componente específico, alinhando-se às diretrizes nacionais de valorização da diversidade e combate às desigualdades educacionais.
Com a mudança, Pernambuco se junta a outros estados que vêm apostando na regionalização do currículo como estratégia para tornar o ensino mais contextualizado, fortalecer identidades locais e ampliar o protagonismo dos estudantes dentro e fora da sala de aula.
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Ações de segurança viária serão intensificadas até o final da quarta-feira (18), para coibir comportamentos imprudentes e proporcionar mais segurança a quem vai viajar nessa época.
Quando o recurso do pagamento for próprio do município será até 30 dias úteis e quando da União ou Estado pode chegar até 60 dias úteis.
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