A iniciativa faz parte do Projeto Ecotuba, coordenado pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), e busca ampliar o conhecimento sobre os animais.
04 de setembro de 2026 às 18:01 - Atualizado às 18:03
Monitoramento científico de tubarões no litoral da Região Metropolitana do Recife. Foto: Ed Machado/Secom
O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha (Semas), retomou, nesta sexta-feira, 4 de setembro, o monitoramento científico de tubarões no litoral da Região Metropolitana do Recife, após 11 anos de atividades paralisadas na região. A iniciativa faz parte do Projeto Ecotuba, coordenado pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), e busca ampliar o conhecimento sobre os animais para fortalecer ações de prevenção de incidentes, segurança aquática e conservação marinha.
Com duração prevista de 24 meses, o projeto tem expectativa de marcar até 50 tubarões. O investimento total é de R$ 2,052 milhões, sendo R$ 1,052 milhão da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco (Secti), por meio da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe), e R$ 1 milhão do Fundo Estadual de Meio Ambiente (Fema). As primeiras expedições serão realizadas até terça-feira, 8 de setembro.
“O monitoramento representa o cuidado com o meio ambiente e com a segurança da população. Ao investir em ciência e ampliar o conhecimento sobre os tubarões, estamos fortalecendo as ações de conservação e construindo estratégias cada vez mais eficientes para o litoral pernambucano”, afirmou o secretário em exercício de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha, Gustavo Pereira.
Durante as expedições, os tubarões serão capturados por meio da técnica de pesca com espinhel, utilizando linhas com anzóis e iscas de peixe. Os procedimentos serão realizados a bordo da embarcação, seguindo as normas do Comitê de Ética no Uso de Animais (Ceua).
Para diminuir o estresse durante o manejo, os animais terão os olhos cobertos com um tecido escuro. Depois da retirada do anzol, os pesquisadores vão medir o comprimento corporal, identificar o sexo e realizar ultrassonografia nas fêmeas para avaliar o estágio reprodutivo. Também serão coletadas amostras de tecido e sangue para análises genéticas e de biomonitoramento.
“O que realizamos hoje foi uma saída piloto, a função dela é testarmos o equipamento, a embarcação e a metodologia do projeto. A partir dela, podemos corrigir alguns ajustes para as próximas expedições”, detalhou Danise Alves, secretária executiva do Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit).
Os animais receberão ainda uma marca externa individual, fixada na base da primeira nadadeira dorsal, com informações de contato do projeto. Também será implantado um microchip na região ventral por meio de procedimento cirúrgico.
Além dos dados biológicos, a equipe vai registrar informações ambientais e atmosféricas, como temperatura da superfície do mar, direção dos ventos e das correntes, salinidade e turbidez da água.
A equipe de embarque é formada por seis pesquisadores. O trabalho pretende produzir dados sobre distribuição, padrões de ocorrência e comportamento dos tubarões. Entre as espécies que serão priorizadas estão o tubarão-tigre (Galeocerdo cuvier) e o tubarão-cabeça-chata (Carcharhinus leucas), relacionados aos incidentes registrados na região.
O projeto também prevê ações de educação ambiental e ciência cidadã, com o objetivo de contribuir para a conservação dos ecossistemas marinhos e para a prevenção de ocorrências envolvendo tubarões e seres humanos.
Coordenador do projeto Ecotuba, o professor e pesquisador Paulo Oliveira destacou a importância da retomada da coleta de dados.
“A retomada desse monitoramento tem a finalidade de entender mais acerca da ecologia e biologia desses animais e, a partir desses resultados, nós termos subsídios para minimizar essa questão envolvendo incidentes entre tubarões e seres humanos”, explicou.
O projeto é coordenado pelo Departamento de Pesca e Aquicultura (DEPAq) da UFRPE e atende a uma demanda da Semas, com financiamento da Secti e da Facepe.
Atualmente, o monitoramento contínuo de tubarões em Pernambuco ocorre apenas no Arquipélago de Fernando de Noronha, em trabalho coordenado pela UFRPE com apoio do Governo de Pernambuco, da Administração da Ilha, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Econoronha.
Com a retomada das atividades no litoral continental, os pesquisadores também pretendem compreender melhor a conectividade entre os ambientes marinhos de Fernando de Noronha e da costa pernambucana. Os dados poderão subsidiar ações de educação ambiental, conservação e gestão costeira.
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O candidato também afirmou que pretende ampliar a atuação em defesa do município caso seja eleito para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe): "Muitos empregos foram gerados na nossa gestão", disse.
Com a mudança, as entidades interessadas têm até 3 de outubro de 2026 para apresentar a documentação e concorrer aos kits de equipagem.
Esquema para o desfile da Pitombeira também contará com delegacia móvel, câmeras e atendimento pré-hospitalar.
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