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Gilson Machado sobre governo Bolsonaro: "Preferimos comprar vacinas do que pagar à mídia"

A declaração do ex-ministro de Turismo e Cultura foi feita com exclusividade ao site Portal da Prefeitura, no Programa Fala Político.

Fernanda Diniz

11 de novembro de 2025 às 15:34   - Atualizado às 15:35

Gilson Machado sobre governo Bolsonaro.

Gilson Machado sobre governo Bolsonaro. Foto: Bruno Vila Nova/Portal de Prefeitura

Questionado sobre a relação do governo Bolsonaro com a grande mídia, o ex-ministro do Turismo, Gilson Machado Neto (PL), afirmou que houve contrapontos na época, já que, segundo ele, não houve dinheiro público destinado aos veículos de comunicação. (Veja vídeo abaixo)

De acordo com Gilson, o governo optou por priorizar investimentos em outras áreas, como, por exemplo, a compra de vacinas durante a pandemia de Covid-19. A declaração foi feita com exclusividade ao site Portal da Prefeitura, no Programa Fala Político.

"A grande mídia nunca teve a gente com bons os olhos, porque a gente segurou o dinheiro. A gente preferiu comprar a vacina, a gente preferiu fazer o porto do Recife, a gente preferiu... do que pagar 'toco' pra grande mídia falar bem da gente. Porque a gente é diferente, a gente é do meio do povo, a gente sabe que o povo sofre", afirmou

Veja vídeo:

 

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Gilson relembra campanha com Bolsonaro 

O ex-ministro do Turismo do governo Jair Bolsonaro, Gilson Machado Neto (PL), contou detalhes sobre a origem da amizade com o ex-presidente e revelou o momento em que soube da decisão de Bolsonaro de disputar a Presidência da República. As declarações foram dadas durante entrevista ao programa Fala Político, do Portal de Prefeitura.

Segundo Gilson, o primeiro aviso veio por telefone, em 2015, quando Bolsonaro ainda era deputado federal. Na ocasião, ele ligou pessoalmente para comunicar que não pretendia mais se candidatar à reeleição na Câmara dos Deputados. A partir daquele momento, Gilson passou a tratá-lo como “presidente”, acreditando no projeto político que nascia ali.

De acordo com o ex-ministro, a relação entre os dois se fortaleceu rapidamente. Gilson relembrou que, naquela época, o então deputado enfrentava dificuldades para conseguir espaço na imprensa e aceitação política. Mesmo assim, os dois caminharam juntos em agenda no Recife, insistindo em apresentar suas ideias. Ele recordou que, nos bastidores, muitos os viam como “dois doidos” por acreditarem que seria possível chegar à Presidência.

"Em 2015, ele ligou para mim e disse: ‘Decidi que não vou mais ser deputado, vou ser candidato à Presidência da República’. Pronto, daquele dia em diante, comecei a chamá-lo de presidente. A gente começou aqui, ninguém queria deixar a gente dar uma entrevista. Éramos dois doidos, eu e ele, andando pela rua. Mas quem move o mundo são os doidos, os que pensam fora da caixa", disse Gilson.

Gilson contou que, mesmo com as limitações de visibilidade, conseguiu emplacar uma entrevista para Bolsonaro na Rádio CBN Recife, comandada por Vicente Jorge. O episódio marcou o início de uma série de encontros e viagens políticas que, segundo o ex-ministro, ajudaram a consolidar a presença do então deputado em Pernambuco.

Anos depois, já em 2021, Gilson e Bolsonaro retornaram ao estado em condições bem diferentes. Um como ministro do Turismo e Cultura, o outro como presidente da República. O reencontro, segundo Gilson, trouxe à memória os anos de esforço e descrédito que enfrentaram juntos.

Durante o voo para Caruaru, o ex-ministro observou Bolsonaro se beliscando repetidamente. Intrigado, perguntou o motivo do gesto. A resposta veio em tom de reflexão. Bolsonaro teria dito que fazia aquilo para acreditar que o momento era real. Ele lembrou o contraste entre o passado e o presente, quando ambos ainda andavam de táxi pelas ruas do Recife, tentando divulgar o projeto político que, anos depois, ganharia dimensão nacional.

"Em 2021, estávamos chegando a Caruaru para um evento, e ele estava se beliscando no avião presidencial. Aí perguntei a ele: ‘Que danado é isso, presidente?’. E ele respondeu: ‘Tu já te beliscaste hoje? Em 2015, estávamos eu e tu de táxi no Recife, e hoje estamos voltando: eu, presidente da República, e tu, ministro do Turismo e Cultura do Brasil’", contou Gilson.

Gilson relatou que o ex-presidente afirmou, com tom de humor e admiração, que o caminho percorrido até ali provava a força da persistência.

“Cuidado com o que queres, que poderás conseguir”, teria dito Bolsonaro, segundo o relato.

A entrevista completa com Gilson Machado está no canal do Portal de Prefeitura no YouTube. Trechos da conversa também serão divulgados ao longo da semana nas redes sociais do veículo.

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