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'É inacreditável', diz Júnior Tércio após aprovação de audiência sobre 'os desafios das prostitutas'

O deputado estadual argumentou que há temas mais urgentes a serem tratados pelo poder legislativo.

Fernanda Diniz

14 de maio de 2025 às 16:36   - Atualizado às 17:09

Pastor Júnior Tércio.

Pastor Júnior Tércio. Foto: Diculgação

O deputado estadual Júnior Tércio (PP) se manifestou publicamente contra a aprovação de uma audiência pública com o tema “Os Grandes Desafios das Prostitutas na Atualidade”, aprovada nesta terça-feira, 13 de abril, na Comissão de Cidadania, Direitos Humanos e Participação Popular da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), da qual ele faz parte.

A proposta da audiência foi apresentada pelo deputado João Paulo (PT) e recebeu apoio da maioria dos membros da comissão. A iniciativa visa debater questões relacionadas aos direitos, à saúde e à segurança das profissionais do sexo no estado.

Em suas redes sociais, Júnior Tércio classificou o tema como “inacreditável” e criticou duramente a prioridade dada à pauta.

“Audiência pública sobre os ‘desafios’ das prostitutas?! Você não leu errado. Isso foi aprovado na Alepe com o voto a favor do pessoal da esquerda”, escreveu o parlamentar.

Ele argumentou que há temas mais urgentes a serem tratados pelo poder legislativo.

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“É inacreditável que, em meio a tantos problemas reais que nosso povo enfrenta, ainda se priorizem pautas que só trazem destruição, desintegram famílias e desviam vidas para caminhos sombrios”, afirmou.

O deputado também apontou que trabalhadores de outras categorias seguem sem atenção adequada do Estado.

“Enquanto isso, trabalhadores de verdade seguem ignorados, sem o devido apoio que tanto precisam”, acrescentou.

Projetos do deputada

O deputado estadual, Pastor Júnior Tércio (PP), apresentou nesta quarta-feira, 16 de abril, um projeto na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) propondo que a Bíblia Sagrada seja incluída como livro paradidático nas escolas públicas e particulares do estado.

Além de deputado, Tércio também é líder religioso da Assembleia de Deus Novas de Paz. O parlamentar argumenta que o aluno que não quiser não será obrigado a participar das atividades vinculadas à lei.

"A Bíblia Sagrada é também um livro rico em história, cultura, filosofia e arqueologia e ensinamentos de muito valor, razão pela qual será muito proveitoso que nossas crianças tenham contato com esse tipo de conteúdo, caso seus responsáveis legais achem que seja pertinente”, diz o parlamentar.

Segundo a proposta, caberá ao governo estadual definir os critérios, diretrizes e estratégias para tornar viável a leitura da Bíblia nas escolas, utilizando recursos próprios.

Antes de ser analisado pela Comissão de Educação, o projeto ainda precisa passar pela Comissão de Constituição, Legislação e Justiça (CCLJ) da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), que será responsável por avaliar a legalidade do texto.

Somente após a aprovação nessas comissões o projeto poderá seguir para votação no plenário da Alepe e, se for aprovado, encaminhado à governadora para sanção.

 

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