Parque não é negócio Foto: Reprodução/Marco Zero Conteúdo
O que deveria ser um refúgio de natureza e convivência democrática está se transformando em um balcão de negócios a céu aberto. É essa a conclusão do projeto "Viva sem concessão", encerrado nesta semana pelas ativistas Cecília da Fonte e Manuela Arruda Galindo, que utilizou intervenções artísticas e pesquisa documental para expor como a privatização está desfigurando os espaços urbanos do Recife.
A denúncia aponta para uma "invasão" de telas de LED e publicidade de casas de apostas que atropelam a manutenção básica dos jardins, revelando que a prioridade da concessionária é o lucro, e não o bem-estar do frequentador.
A investigação das ativistas trouxe à tona detalhes inquietantes escondidos em documentos de mercado da concessionária, como planos para implementar identificação facial e biometria para monitorar o perfil de consumo dos usuários.
Enquanto isso, o uso popular e histórico dos parques sofre um processo de gentrificação acelerada: a demolição de equipamentos de lazer gratuito, como a pista de bicicross da Jaqueira, dá lugar a tapumes e áreas de consumo com preços inacessíveis. Comerciantes tradicionais relatam sentir-se acuados por uma gestão que prioriza food trucks e grandes marcas, sufocando a economia popular que pulsava nos parques há décadas.
Diante do cenário de abandono da função social dos espaços públicos, o projeto encerrou suas atividades pedindo a criação urgente de um conselho de fiscalização com participação da sociedade civil. A ausência de transparência sobre o que a prefeitura define como "melhorias" — que para a empresa se resume a painéis de LED e restaurantes de luxo — acende um alerta sobre o futuro do patrimônio comum dos recifenses. O grito "Parque não é negócio" ecoa como um chamado à resistência contra a transformação do lazer em mercadoria e do cidadão em mero dado estatístico para o marketing.
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Fonte: OpenWeather
Vítimas foram localizadas durante patrulhamento aéreo próximo às praias de Pedra do Xaréu e Enseada dos Corais.
A moradora, de 58 anos, foi socorrida e encaminhada ao Hospital Petronila Campos. Já o motorista do veículo, de 31 anos, foi levado ao Hospital Português para receber atendimento médico.
As atrativas estão distribuídas entre prefeituras, câmaras municipais, universidades federais e o Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5).
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